@Bruno Rennnó

Resumos

Palestrantes

Tim Appleton

Rutland Water: de área degradada à conservação global

Em sua apresentação, mostra como um reservatório recentemente criado no coração da Inglaterra tornou-se o centro de conservação local, nacional e internacional através de um cuidadoso planejamento para o futuro. A reserva Rutland Water atrai cerca de um milhão de turistas a cada ano, para pescar, velejar, caminhar, mas ainda assim é uma importante área úmida internacionalmente reconhecida. Ele descreverá como uma espécie icônica perdida que deixou de reproduzir-se no Reino Unido foi reintroduzida com sucesso, trazendo diversas oportunidades para promover a causa da conservação. Vai falar também sobre como estabeleceu a Birdfair como o primeiro e maior Festival de Aves do mundo, que acontece anualmente na reserva, e seu impacto considerável na conservação mundial.

Luke Tiller

Migrações mágicas: a observação de rapinantes em torno do globo.

A migração em massa dos rapinantes diurnos é um espetáculo mágico da natureza, um tipo especial de observação de aves que assim atrai um grupo único de apreciadores e devotos. Junte-se ao observador professional de rapinantes e guia Luke Tiller para um tour virtual das plataformas de observação de aves do mundo, da Cidade do Panama até a Vila Pangti em Nagaland. Sua palestra vai abordar a história da observação de aves, os locais a serem visitados, como ter a melhor experiência de observação de rapinantes, e algumas das dificuldades para identificar estas aves durante o voo. Será ilustrada com impressionantes fotos de rapinantes neste incrível fenômeno, tiradas durante suas aventuras na Europa, Oriente Médio, Asia e nas Américas.

Alvaro Jaramillo

O cérebro do observador de aves

Observar aves é um grande divertimento: você está na natureza, conhece pessoas interessantes, vê aves maravilhosas e ainda por cima, faz seu cérebro funcionar! Grande parte da função do cérebro é aprender e reconhecer, ou, em outras palavras, identificar aves. Muitas palestras sobre identificação de aves têm como foco os padrões de coloração e os detalhes que separam pares de espécies. Mas as pessoas não se perguntam como, exatamente, identificamos cada espécie de ave. O que nosso cérebro precisa fazer para que isto aconteça? Como nosso cérebro pode se enganar durante a identificação – você já encontrou um “pássaro-folha”? Um “pássaro-galho”? Por que um saco plástico pode nos levar a pensar que é uma garça? Por que especialistas identificam aves quase sem pensar, enquanto o resto de nós precisa se esforçar muito? Eles são diferentes de nós, ou existem truques? A verdade é que a identificação de aves é uma coisa complicada, mas nosso cérebro está equipado para superar grande parte do raciocínio envolvido nessa função. O truque é treinar para fazer isso como um profissional, e este é o objetivo da apresentação – uma explicação simples mas informativa sobre como o cérebro do observador aprende sobre as aves. Assim entendemos que observar aves está ao alcance de todos, é uma grande adição á vida de cada um de nós, e talvez mesmo alguma coisa muito importante e fundamental para nossa saúde no entressante mundo atual.

Jeff Podos

Galápagos: a evolução dos tentilhões de Darwin

As Ilhas Galápagos são um dos destinos preferidos dos naturalistas, que lá podem ver muitas espécies de plantas e animais que são únicas. Entre eles, os tentilhões de Darwin são um grupo de aves de particular importância para os biólogos, que irradiaram de um único ancestral, há cerca de 2 milhões de anos, tornando-se as cerca de 15 espécies descendentes encontradas hoje. Estas espécies têm uma grande variação no tamanho, hábitos alimentares e forma do bico, e diversos pesquisadores estudaram os tentilhões das Galápagos em seu ambiente natural. No entanto, a presença humana nas ilhas vem crescendo rapidamente, especialmente nas ilhas de Santa Cruz e San Cristobal. Nesta palestra, Jeff discute dois estudos dos quais participou, com as aves da cidade de Santa Cruz em Puerto Ayora e no seu entorno. Os resultados sugerem que os humanos têm, sem saber, causado mudanças em algumas populações de tentilhões, especialmente em suas dietas, saúde e distribuição. Juntos, estes efeitos parecem destinados a alterar os processos evolutivos naturais que inicialmente determinaram a irradiação adaptativa destas aves.

Katherine O’Brien

Comunicando Ciência e Natureza

Durante a pós graduação, os pesquisadores aprendem a falar com outros cientistas, usando suas próprias palavras para compartilhar idéias complexas. Entretanto, como os cientistas podem aprender a falar com o público? Uma das formas é ensinar isso durante a pós graduação. Katherine vai falar sobre como os jovens cientistas podem modificar a forma como são ensinados a se comunicar, e como interagir com o público. Vai também mostrar como, em parceria com o museu de ciências local, estudantes construiram nocos jogos interativos para mostrar algumas de suas criaturas favoritas do tempo dos dinossauros.

Luiz Menna-Barreto

Tempos vegetais, animais e humanos

Um breve histórico da cronobiologia, suas origens remotas, sua afirmação no cenário científico contemporâneo e perspectivas de desenvolvimento da área. As possíveis (e necessárias) contribuições da cronobiologia nos estudos do comportamento animal, tanto do ponto de vista da filogênese como da ontogênese. Exemplos de pesquisas do nosso grupo e de outros pesquisadores, além de notícias de métodos de coleta e análise de dados na construção de séries temporais. Concluirei com dois alertas, um sobre a expressão "relógios biológicos" puramente endógenos e outro sobre o conceito de homeostasia.

 

Giselle Mangini

Bandos Mistos nas Yungas Austrais da Argentina

Os grupos de forrageamento interespecíficos de aves, os bandos mistos, são um fenomeno amplamente distribuído. As espécies que compõem os bandos mistos têm diferentes requisitos ecológicos mas elas decidem formar um bando misto e forrageiam  em conjunto a través da floresta.  Desta forma surgem as perguntas: Porque diferentes espécies de aves decidem formar bandos mistos? Estas espécies obtêm benefícios que superam os custos da formação dos bandos?  Para responder a estas questões durante três anos, foram avaliadas a sazonalidade dos bandos mistos, a resposta às variáveis climáticas, a resposta à disponibilidade de alimentos e, finalmente, se os participantes obtiveram beneficios ao integrar bandos mistos nas Yungas Australes da Argentina. Encontrei que os bandos mistos nas Yungas do norte da Argentina têm um padrão de formação intermediário entre os bandos anuais da Amazônia e os bandos  completamente sazonais das florestas temperadas. Além disso, descobri que os bandos mistos respondem à diminuição da temperatura a curto prazo e que se formam quando o alimento é mais dificil de encontrar. Finalmente, descobri que as aves que formam bandos mistos têm uma maior eficiência de forrageamento em comparação com a forragem isolada. Ainda há muitas perguntas a serem respondidas, no entanto, estudar as complexas interações que ocorrem entre aves dentro de um bando misto é o primeiro passo para compreendê-las.

Horacio de la Iglesia

Em busca do sono perdido

O sono é uma característica desafiadora da vida em todos os animais, incluindo os humanos. Sua importância é evidenciada pelofato de que passamos um terço de nossa vida dormindo. No entanto, ao mesmo tempo em que os humanos passaram de caçadores-coletores para uma cultura agrícola, e daí para sociedades altamente industrializadas, seu padrão de sono mudou à medida em que novos ambientes foram encontrados. A apresentação mostrará evidências de como o sono de nossos ancestrais é desafiado nas sociedades modernas e como nosso ambiente e estilo de vida atuais reduziu o sono a níveis a

Marco Mello

Desemaranhando a colina de Darwin

Você já se perguntou o que realmente mantém o mundo unido? Talvez essa seja uma das maiores perguntas já feitas pela humanidade. Ela engloba temas que vão desde as interações entre as partículas elementares da natureza, como o bóson de Higgins, até interações entre seres vivos, como animais e plantas. No campo da Ecologia, essa pergunta já intrigava os naturalistas clássicos, como Charles Darwin, que criou a belíssima metáfora da “colina emaranhada”. Ou seja, a cola do mundo natural seria como uma “teia da vida”, composta por organismos de diferentes espécies, conectados entre si por interações ecológicas dos mais variados tipos. A ciência de redes tem sido extremamente útil para desemaranhar essa complexidade. Nesta palestra, apresento como uma nova abordagem dentro dessa área, as redes multicamada, tem nos ajudado a finalmente investigar diferentes tipos de interações em conjunto. Explico que novas descobertas temos feito e que novas estradas foram abertas por essa abordagem. Por fim, discuto algumas das principais aplicações práticas que estamos começando a enxergar.

David Lindo

Como ser um birder urbano

Quer saber como ter o máximo de divertimento sem tirar sua roupa? Então, deixe que David Lindo, também conhecido como The Urban Birder, explicar os detalhes de como manter a classe enquanto observa aves em áreas urbanas. As dicas vão do uso de binóculos até encontrar seu local favorido para invocar A Força para encontrar aves. David tem certeza que você vai conseguir tornar-se um reconhecido observador de aves urbano.

Loren Buck

A vida secreta das baleias

Apenas recentemente os cientistas descobriram que as barbatanas das baleias, placas de queratina que estes enormes mamíferos usam para filtrar seu alimento, capturam dados bioquímicos enquanto crescem continuamente durante a vida. Examinar as barbatanas desde sua base até a extremidade fornece um diário das mudanças nos hormônios e nos isótopos estáveis - marcadores químicos que fornecem pistas sobre a saúde, viagens, e alimentação. Através dos dados, toda a vida de uma baleia pode ser descoberta: se é uma fêmea, quando teve filhotes; se o animal estava bem em seu ambiente; e por fim, qual a causa de sua morte. A história de algumas baleias a partir do estudo de suas barbatanas, que fazem parte de coleções científicas no mundo inteiro, está ajudando a entender como vivem, e sobretudo como podemos ajudar na sobrevivência e conservação destes animais, em um mundo em contínua mudança.

Rick Prum

Filogenia das aves: porque você deveria saber mais sobre isso

As descobertas sobre as relações entre as espécies de aves, ou a sua filogenia, avançou tremendamente nos últimos dez anos. Novos dados resultantes de métodos modernos para o estudo do DNA permitiram grandes avanços no estudo da filogenia dos Neoaves, grupo que contém a maior parte das aves atuais. Em 2015, um conjunto imenso de dados foi utilizado para investigar a filogenia das aves: 390k bases de dados de sequências genômicas para cada uma das 198 espécies de aves representantes de todas as principais linhagens, e dois grupos externos de crocodilianos. Os resultados mostraram árvores muito bem sustentadas para as principais linhagens, com resultados surpreendentes. Alguns destes resultados mostram que os andorinhões e os beija-flores evoluíram a partir de um grupo noturno que inclui os bacuraus e curiangos; todas as aves aquáticas foram um único grupo, incluindo as que mergulham, as aves limícolas e as que habitam as margens; o enigmático Hoatzin (Opisthocomus hoazin) é a espécie mais distinta de todas as aves; e a maioria das aves terrestres evoluiu de aves de rapina.

Gláucia Del-Rio

A expedição Emilie Snethlage

A expedição Emilie Snethlage será uma jornada científica na Floresta Amazônica feita exclusivamente por ornitólogas, e uma homenagem a Emilie Snethlage (1868-1929), naturalista/ornitóloga alemã que trabalhou no Brasil no início do século XX. A Dra. Snethlage descreveu cerca de 45 táxons de aves, publicou mais de 40 artigos científicos, coletou milhares de espécimes, e se tornou a primeira mulher a dirigir uma instituição científica na América do Sul. De todos os grandes tributários Amazônicos, o único que Snethlage não pode amostrar foi o Rio Juruá, e é justamente lá que a Expedição Emilie Snethlage irá acontecer. A região do Juruá abriga mais de 700 espécies de aves, mas é uma das áreas historicamente menos exploradas por expedições científicas. Há muitas zonas de contato na região, ou áreas onde duas espécies proximamente relacionadas se encontram. Porém há pouco material genético disponível para compreender quais são os processos evolutivos por trás destes padrões. Com vídeos, fotografias, gravações e material genético, a expedição pretende gerar material para explorar os processos de formação e manutenção de espécies de aves em uma das áreas mais diversas do planeta. Além de ser um esforço científico, a expedição busca gerar conscientização sobre igualdade de gênero na ciência, especialmente em se tratando de trabalho de campo em áreas remotas e inexploradas. Esperamos que o trabalho ajude as próximas gerações de cientistas e passarinheiros a não julgarem habilidade e coragem de acordo com gênero, cor ou status social. Esperamos também que biólogos e amantes das aves, sejam eles homens ou mulheres, sigam o exemplo de grandes pessoas como Emilie Snethlage.

Neiva Gudes

AVES URBANAS DE CAMPO GRANDE - AZUL, VERMELHA OU AMARELA: QUAL A IMPORTÂNCIA DAS ARARAS? 

Campo Grande, a Capital de Mato Grosso do Sul também é considerada a capital das Araras, pois a qualquer hora do dia ou em qualquer bairro da cidade, é possível se deparar com as grandes araras. Elas são barulhentas, coloridas, carismáticas e atraentes. Azul, vermelha ou amarela, qual é a importância destas aves para o turismo e a conservação da biodiversidade? Anteriormente vista apenas como ponto de partida para o Pantanal e Bonito, a identificação de quase 400 espécies de aves tem incrementado o turismo de observação, tendo as araras como uma bandeira para a conservação. Campo Grande é uma cidade bastante arborizada, com vários parques e reservas, machas de Cerrado, buritizais e extensos quintais e vias públicas com árvores frutíferas, muitas delas nativas, fornecendo importante serviços ecossistêmicos. O objetivo deste trabalho é relatar a ocorrência das grandes araras em Campo Grande, MS. Em 1999-2000 um grupo de araras-canindé Ara ararauna e araras-vermelhas Ara chloropterus migrou para Campo Grande, vindo do interior do Estado após um período de escassez de alimento por desmatamento e queimadas. Parte do grupo se estabeleceu na cidade e parte continuou a migração para a região leste até os estados do São Paulo e Paraná. Mais recentemente, foi registrado o ninho e a ocorrência das araras azuis na zona rural de Campo Grande. Ara ararauna, é vista na cidade o ano inteiro, forrageando e desde 2010 vem se reproduzindo com sucesso na área urbana. Para nidificar, Ara ararauna, utiliza troncos de cinco espécies palmeiras mortas, sendo três nativas: bocaiúva, buriti e babaçu e duas exóticas, palmeira imperial e rabo-de-peixe. Até o início de 2019, um total de 189 ninhos foram cadastrados e monitorados pelo Projeto Aves Urbanas – Araras na cidade. Os ninhos estão localizados em residências, áreas públicas, estabelecimentos comerciais e áreas verdes. Com população estimada de mais de 500 indivíduos, a ocorrência desta espécie ficou tão emblemática que em 2015 um Projeto de Lei transformou-a em ave símbolo da cidade. Ara chloropterus, em menor número, são periodicamente avistadas em Campo Grande, no primeiro semestre do ano. Não há registro de ninhos em área urbana, mas juntamente com A. ararauna, foram registradas comendo mais de 36 itens vegetais de espécies nativas do cerrado e exóticas, utilizadas no paisagismo urbano. Anodorhynchus hyacinthinus também já foram registradas na cidade com o primeiro ninho cadastrado em 2015, a menos de 15 km do centro da cidade. E híbridos de primeira geração, arara Harlequim resultado do cruzamento A. ararauna com A. chloropterus, também tem sido monitoradas. Assim como híbridos de segunda geração, arara Harligold, resultado do cruzamento de Harlequim com A. ararauna e arara Jubilee, resultado do cruzamento de A. chloropterus, com Harlequim. Além das grandes araras, outras nove espécies de Psitacídeos são facilmente observados na cidade, assim como as corujas e gaviões, inclusive com espécies mais raras e emblemáticas, como o gavião-pega-macaco. Desta forma, Campo Grande tem se tornado um dos melhores destino para o turismo de observação de aves. ONGs e Universidades tem trabalhado junto aos Governos, empresários e a população local, para que essas características não se percam com o crescimento da cidade, e que se consiga conciliar o desenvolvimento com a conservação da biodiversidade.

Apoio: Fundação Toyota do Brasil, Toyota e Universidade Anhanguera-Uniderp.


Trabalhos enviados

Aqui apresentamos uma lista dos resumos submetidos pelo sistema. Foram mais de cem palestras e atividades, compundo um incrível panorama da produção de conhecimento e experiências da comunidade de observadores, pesquisadores, estudantes e fotógrafos.


#vemborboletar: ciência e observação de borboletas
Aline Vieira e Silva - Erika Hingst-Zaher, Instituto Butantan - Gustavo de Mattos Accacio, Instituto Butantan - Carlos Hernesto Candia-Gallardo, Universidade de São Paulo - Gabriel Banov Evora, Instituto Butantan - Flávia Virgínio Fonseca, Instituto Butantan   - dia 19 15h10 - Aud.2
Borboletas, Divulgação científica, Ecologia, Fauna urbana, Educação Ambiental

O projeto #vemborboletar tem como objetivo unir o conhecimento científico sobre as borboletas do parque do Instituto Butantan com divulgação científica e ciência cidadã, usando esses insetos na realização de atividades de educação ambiental e conservação. Desde agosto de 2017, coletamos dados sobre a comunidade de borboletas do Instituto através de 4 censos mensais, e até então já identificamos 314 espécies. Essa riqueza é superior a normalmente encontrada em malhas urbanas, que varia de 100 a 200 espécies dependendo da vegetação e do tipo de urbanização.


1º ano como OA e incentivo a iniciantes
Murilo Vicente Neto   - dia 17 15h30 - Aud.4
Aves, Arte e cultura, Ciência cidadã, Conservação, Crianças e Natureza, Fauna urbana, Fotografia, Turismo, Viagens, Educação Ambiental

A Observação de Aves entrou na minha vida no início de 2018. Fui incentivado pelas fotos de redes sociais e a quantidade de espécies existentes, que me surpreendeu antes mesmo de iniciar a atividade. Comecei definitivamente no Big Day do eBird em Maio/18. Hoje acumulo no eBird 380 sp. listadas e 180 sp. no WA. Pra mim esses números são bem significativos para meu primeiro ano, não acreditava que poderia conhecer esse tanto de aves em tão pouco tempo. Hoje, penso seguir carreira na Ornitologia.


A participação de crianças na construção de mídias: Era uma vez um papagaio-de-peito-roxo
Marcelo Kei Sato - Vanessa Tavares Kanaan - Alessandra Fernandes Bizerra -   - dia 19 15h20 - Aud.4
Aves, Arte e cultura, Conservação, Crianças e Natureza, Divulgação científica, Tecnologia

Falar sobre a conservação de espécies é uma tarefa árdua e tem sido palco para debate dentro do meio acadêmico. Um dos principais obstáculos é saber quais conteúdos são relevantes ao público-alvo. Esse trabalho se baseia em um estudo de caso que ocorreu em 2017 como parte do projeto Reintrodução do papagaio-de-peito-roxo no Parque Nacional das Araucárias/SC do Instituto Espaço Silvestre. A reintrodução do papagaio-de-peito-roxo na região foi trabalhada com a participação de mais de 200 crianças de três escolas da região. Como resultado foram produzidos dez episódios de uma radionovela que foram transmitidos em parceria com a Nossa Rádio 100.7 FM para a população local.


Abelhas brasileiras: um olhar sobre a diversidade ecológica
Fabi Pioker   - dia 17 16h00 - Aud.2
Conservação, Divulgação científica, Ecologia, Educação Ambiental

Quando pensamos em abelhas, a primeira ideia que temos é daquela abelha amarelinha, com ferrão, que faz o mel que compramos no mercado. Mas essa abelha nem é brasileira, na verdade. Temos no Brasil milhares de espécies diferentes de abelhas, que organizam seus ninhos das mais variadas formas. A grande maioria é solitária, não forma colmeias. Das mais de 300 que formam, a maioria não tem ferrão. Esta apresentação trará um breve panorama sobre a diversidade de abelhas do Brasil, abrangendo principalmente a organização dos seus ninhos.


Almejados encontros ornitológicos no apagar das luzes!!
Tulio Dornas   - dia 18 11h20 - Aud.2
Aves, Ciência cidadã, Conservação, Divulgação científica, Fotografia, Viagens, Trip report

Quando nos programamos para uma expedição ornitológica, seja uma pesquisa acadêmica ou uma viagem recreativa entre amigos para observação de aves, escolhemos algumas espécies como alvos prioritários a serem avistados em nossa excursão. No entanto, parece existir uma sina, que acompanha até mesmo o mais dedicado e experiente observador, seja ele cético ou devoto das bênçãos do céu: espécies de aves desejadas, sabidamente presentes na área selecionada, mas que insistem em não se mostrar. Porém, por um capricho do destino, casualidade ou muita oração, elas resolvem dar o ar da graça, ali, no último instante, antes de entrar no carro e pegar a estrada em definitivo, ou subir na embarcação rumo ao porto de partida. Esses encontros emplumados ao apagar das luzes são comemorados como gols aos 46 minutos do segundo tempo! Aqui portanto, conto-lhes três casos pessoais de avistamento comemoradíssimos, nos instantes finais, quase no apagar das luzes!


AME - Projeto Aves da Minha Escola em Paraty
Sylvia Junghahnel   - dia 17 15h10 - Aud.4
Aves, Arte e cultura, Ciência cidadã, Crianças e Natureza, Educação Ambiental

O projeto AME é realizado desde 2015 em parceria com a Prefeitura Municipal de Paraty, visando sensibilizar crianças do ensino fundamental I e II para as aves livres na natureza. Ele se constitui de alguns módulos e é realizado através do ano letivo com atividades semanais. Poderá ser apresentado um vídeo de 4 min para se ter ideia do que é o projeto em ação e a coordenadora, Sylvia Junghahnel, estar à disposição para educadores e interessados a desenvolver esse projeto de referência sul-americana em suas escolas e cidades.


Andorinha azul: uma ave unindo continentes
Mario Cohn-Haft   - dia 19 14h00 - Aud.2
Aves, Ciência cidadã, Divulgação científica, Fauna urbana, Educação Ambiental

Nosso trabalho busca descrever a distribuição das andorinhas-azuis no Brasil, através da criação de um banco de dados único e distribuível e de mapas compilados das informações de ciência cidadã, história de museus e de motus tags. Este trabalho irá favorecer estudos atuais e futuros com essa espécie, incluindo trabalhos de conservação dessa ave migratória e conscientização da população que convive com ela.


Animais Silvestres Pertencem à Natureza - A Perspectiva do Bem-Estar Animal
João Almeida; Roberto Vieto   - dia 17 14h20 - Aud.4
Aves, Baleias, Conservação, Cuidados em campo, Divulgação científica, Mamíferos, Turismo, Vida ao ar livre, Educação Ambiental

A World Animal Protection (Proteção Animal Mundial) é uma organização não governamental global, com sede em Londres, que há 50 anos trabalha pela proteção e bem-estar dos animais. Com 14 escritórios ao redor do mundo, incluindo no Brasil, atua em mais de 50 países em quatro frentes principais de trabalho: bem-estar de animais de fazenda, animais em situação de desastre, animais em comunidades e animais silvestres. Desde 2014, a ONG desenvolve campanhas de turismo consciente - Silvestres. Não Entretenimento -, mobilizando e educando pessoas e empresas sobre a importância de erradicar práticas que exploram animais silvestres como entretenimento. Também trabalha em soluções para a construção de um turismo de fauna responsável e sustentável, que respeita e preserva os animais livres na natureza. Também dentro do programa de vida silvestre, foi lançada em 2019 a campanha Animal Silvestre Não É Pet, que visa reduzir o tráfico ilegal e a comercialização de animais silvestres, visto os grandes impactos que esta indústria provoca em bem-estar animal, conservação e saúde pública. O trabalho a ser apresentado faz uma sinergia entre as duas campanhas, na medida em que procura reduzir a aceitação e o interesse pelo contato direto com a vida silvestre, apresentando como alternativa atividades que promovem a observação responsável da fauna, longe do cativeiro.


Apresentar as expectativas de uma observadora de aves na contratação de serviços para tour de fotografia /observação.
Catarina Tokatjian   - dia 18 11h00 - Aud.4
Aves, Borboletas, Cuidados em campo, Fotografia, Mamíferos, Turismo, Viagens


As cores dos Andes
Claudia Brasileiro -   - dia 18 13h20 - Aud.1
Aves, Fotografia, Turismo, Viagens, Vida ao ar livre

Apresentação e dicas de viagem para fotografar beija flores, sairas, sanhaços, araçaris que têm nos Andes do Equador e se possível da Colômbia.


Aves de Galápagos
Viviane Paes De Barros De Luccia   - dia 18 13h40 - Aud.1
Aves, Ecologia, Fotografia, História, Turismo, Viagens, Trip report

Relato de viagem a Quito (Equador) e Galapagos, realizada em 2018, visitando as ilhas de San Cristobal, Santa Cruz, Seymour Norte, e Isabela. O foco principal durante os passeios nas ilhas foi a observação e a fotografia de aves...serão relatados todos os passeios feitos nas ilhas bem como a história da formação das ilhas, as teorias de Darwin elaborada após visita às ilhas. Descreveremos a sua teoria da evolução provada pelos famosos tentilhões de Darwin, aves que conforme a ilha que habitavam foram desenvolvendo bicos adequados ao que tinham para comer em cada ilha. Descreveremos cada passeio com suas atrações como visita a ninhais, mergulho com tubarões, visita as tatarugas gigantes, lagoas com flamingos, Los Tuneles, formações vulcânicas, parque Charles Darwin com o famoso Lonesome George. Projetaremos fotos dos exoticos habitantes da ilhas, as imensas focas , as iguanas , os sensacionais Piqueros de patas azules, incríveis formações rochosas e muito mais.


Aves de Pompéu
Luíz Alberto Santos - Afonso Carlos Santos   - dia 18 15h00 - Aud.1
Aves, Ciência cidadã, Conservação, Crianças e Natureza, Fotografia, História, Turismo

Pompéu, situada a 170 km da capital mineira Belo Horizonte, apresenta grande potencial para prática de observação de aves. Até o momento, mais de 330 diferentes espécies estão catalogadas no munícipio, sendo 310 delas documentadas, por meio de gravações e fotografias, no site WIKIAVES, principalmente pelos irmãos gêmeos Afonso Carlos e Luíz Alberto. Pompéu é cercada por três grandes rios: São Francisco, Paraopeba e Pará. Além disso, possui diversos córregos, brejos e grutas que contribuem para a notável biodiversidade registrada no município. Destacam-se na região espécies típicas de Cerrado, bioma localmente predominante, tais como Mineirinho, Tapaculo-de-colarinho, Corruíra-do-campo, Sanhaçu-de-coleira, Ema, Maxalalagá, Suiriri-da-chapada, Campainha-azul e, também, algumas espécies ameaçadas de extinção como Curió, Papa-moscas-do-campo, Tico-tico-de-máscara-negra, Andarilho, Sanã-de-cara-ruiva e Águia-cinzenta.


Aves de Roraima
Francisco Diniz   - dia 18 15h40 - Aud.1
Aves, Ciência cidadã, Fotografia, Turismo, Viagens, Vida ao ar livre

O objetivo principal é apresentar um pouco das possibilidades de observação de aves em Roraima, assim como, de que maneira é realizada a atividade, quais locais se visitam e ilustrar melhor um pouco desse Estado mais afastado dos grandes centros, mas com grande potencial nesta atividade. Além, de dividir a experiencia com o público, quero também mostrar alguns locais pouco explorados e como veem se descobrindo novas especies na região.


AVES DO TIETÊ
Norton Flores - Sérgio Robert - Silvia Faustino Linhares - Carlos Gussoni - Jarbas Mattos - Frederico Crema e outros   - dia 19 10h00 - Aud.3
Aves, Arte e cultura, Conservação, Ecologia, Fotografia, Turismo, Viagens, Educação Ambiental

Apresentação do projeto AVES DO TIETÊ, mostra fotográfica de sete artistas passarinheiros. mostra fotográfica, videos, salas sensoriais, palestras e debates e que tem como foco a sensibilização para questões fundamentais da preservação ambiental de um publico composto por diferentes faixas etárias, desde alunos de educação infantil, ensino fundamental, até empresários e empreendedores. A palestra tem como objetivo divulgar o projeto para abrir novos locais e cidades para a realização da exposição no período do segundo semestre de 2019 até o segundo semestre de 2010.


Aves migratórias e residentes competem por alimento?
Andressa Sales Garcia - Carlos Otávio Gussoni, Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza - Carlos Candia-Gallardo, Departamento de Fisiologia - IB-USP - Erika Hingst-Zaher, Museu Biológico - Instituto Butantan   - dia 19 14h40 - Aud.2
Aves, Ecologia, Fauna urbana

As áreas urbanas estão cada vez mais sendo ocupadas por aves, inclusive pelas migratórias. Para manter-se nesse ambiente precisam adotar diferentes estratégias, inclusive na alimentação. Como em alguns casos os alimentos são limitados, as aves têm que competir por eles. A fim de entender se há competição entre algumas espécies de aves residentes e migratórias foram observadas as características do local que essas espécies utilizam para buscar e consumir alimentos.


Aves na Africa do Sul
Gersony   - dia 17 15h15 - Aud.4
Trip report

A viagem foi planejada meio rápido e só depois me informei sobre as ofertas de locais para Birding. Foi uma surpresa bem agradável: eram muitas as possibilidades e com espécies muito lindas e especiais .Fui adequando o roteiro aos dias disponíveis, à familia que estava comigo e aos outros interesses turisticos , e acabou dando bem certo. Foi muito incrível conhecer algumas das aves do país . Claro que ficou faltando muita coisa. Por exemplo: Trouxe de volta na bagagem a vontade de ver o Secretário Sagittarius serpentarius e o Abelharuco comum -Merops apiaster, , mas fiquei muito feliz de encontrar , num dia de muuuita chuva o Abelharuco africano . Merops bullockoides. Enfim foram muitas alegrias. Muitas aves maravilhosa. Isso sem contar as interações entre aves e os grandes animais africanos. Tudo lindo de se ver. Apesar de ter sido muito pouco tempo deu pra aproveitar bem, passando por áreas urbanas , litoral , áreas rurais , montanha e Safari na cratera de um vulcão extinto. Recomendo muito a experiência.


Aves resgatadas e recebidas no CETAS PET
Fábio Toledo   - dia 19 11h20 - Aud.3
Aves, Conservação

O Centro de Triagem de Animais Silvestres do Parque Ecológico do Tietê (CETAS PET), localizado no município de São Paulo, recebe animais silvestres resgatados no estado de São Paulo, mas principalmente da região metropolitana da capital. Dentre os animais resgatados, a maioria é do grupo das aves, geralmente acidentados, chocando-se contra vidraças, em contato com fios elétricos ou por atropelamento, além dos filhotes, oriundos de quedas de ninho ou alvo de ações antrópicas, sendo afastados dos pais. Foram obtidos registros através do banco de dados do CETAS PET, entre janeiro 2011 e março de 2019. Nesse período, 79.646 animais deram entrada no CETAS PET, recebidos entre apreensões, resgates e entregas voluntárias, dos quais 7.183 foram aves resgatadas, sendo, geralmente, encontradas em vias públicas, parques e, inclusive, propriedades privadas, recolhidas por órgãos fiscalizadores, prefeituras ou mesmo munícipes. As espécies mais recebidas foram Megascops choliba (8,14%), Brotogeris tirica (6,23%), Pitangus sulphuratus (5,41%), Asio clamator (5,16%), Dendrocygna viduata (4,98%) e Turdus rufiventris (4,71%). Todas as espécies constantes entre as mais recebidas são comuns em ambientes urbanos e/ou gregárias, comumente nidificando em áreas antropizadas, o que explica o alto número de indivíduos encontrados próximos a cidades. Algumas espécies menos comuns, principamente por seu hábito críptico, também foram recebidas nesse período, como Accipiter superciliosus, Aramides mangle, Ixobrychus exilis, Ixobrychus involucris, Rallus longirostris e Aegolius harrisii.


Aves Viajantes
Enrico Ammirati Rodrigues Tosto   - dia 19 14h30 - Aud.2
Aves, Ecologia, Fauna urbana

Estudo da seleção de habitat de 6 espécies de aves migratórias e 2 residentes em ambientes urbanos dentro de regiões selecionadas na cidade de São Paulo


Aves, ciência e sociedade
Ana Cristina Crestani - Marco Aurélio Pizo, Unesp - Rio Caro - Yuri Maluf Napoleão, Unesp - Rio Caro -   - dia 19 14h45 - Aud.2
Aves, Ciência cidadã, Divulgação científica, Ecologia

Atividades que promovem a difusão dos conhecimentos gerados na Universidade para a população é de extrema importância pois contribuem para o desenvolvimento e reconhecimento da pesquisa através do apoio popular. O envolvimento efetivo da população externa a universidade como sujeitos ativos no processo de construção do conhecimento, gera a conscientização dos processos naturais . Além disto, o conhecimento e contato com a natureza desperta o sentimento de pertencimento do local onde se vive, fator esse importante para a conservação das cidades e seus ambientes naturais. A observação de aves é um meio para promover a ponte entre a a comunidade e a universidade, pois promove ações de cunho educativo e científico, ampliando o leque de conhecimento das pessoas sobre aves e o ambientem em que vivem.


Avifauna revelada no IFSP-Sertãozinho
Estela S. Rossetto   - dia 17 16h00 - Aud.4
Aves, Ciência cidadã, Divulgação científica, Fauna urbana, Educação Ambiental

A correria e a falta de hábito de olhar no entorno e de escutar além dos barulhos urbanos reforça a ideia de que aves interessantes não ocorrem na cidade. Durante 2018 foram registradas e divulgadas 68 espécies de aves no IFSP-Sertãozinho, um local urbano na periferia da cidade. A presença de pica-paus, beija-flores, traupídeos e rapinantes surpreendeu e estimulou a curiosidade dos frequentadores. Jogos da memória e outros produtos foram oferecidos para divulgar a presença dessa avifauna.


AVIFAUNA SILVESTRE EM GRANJAS COMERCIAIS DO ESTADO DE SÃO PAULO
MARTA BRITO GUIMARÃES - RENATA FERREIRA HURTADO - RALPH ERIC THIJL VANSTREELS - CAMILA PELO BELLO - ANTONIO JOSÉ PIANTINO FERREIRA -   - dia 17 16h00 - Aud.4
Aves, Conservação, Fauna urbana

As aves silvestres em granjas avícolas são importantes na disseminação de agentes infecciosos para as aves comerciais e vice-versa, cuja interface se estreita pela degradação ambiental. Realizamos a captura e identificação das aves ao redor dos galpões de frangos de corte, reprodução e poedeira nas cidades de Mogi das Cruzes e Louveira no Estado de São Paulo. Das 20 espécies encontradas, as mais prevalentes nas granjas foram o pardal (Passer domesticus), o canário da terra ( Sicalis flaveola) e a rolinha (Columbina talpacoti) caracterizando a dominância das espécies no meio.


BIRDWATCHING EM ÁREAS PROTEGIDAS: UM LIFER PARA CIÊNCIA – O CASO DO PARQUE ESTADUAL DO MORRO DO DIABO
Andréa Soares Pires - Helder Henrique de Faria - Alexsander Zamorano Antunes -   - dia 17 16h00 - Aud.1
Aves, Ciência cidadã, Conservação, Divulgação científica, Fauna urbana

O Brasil tem cerca de 29,3% do território ocupado por Unidades de Conservação, somando 2.201 áreas de diferentes categorias de manejo. Conhecer a biodiversidade é observa-la, experimentá-la e divulga-la para que as pessoas entendam sua importância. As relações entre a sociedade e a diversidade biológica, especialmente o respeito que os humanos demonstram por outras espécies e pelos ambientes naturais, são fortemente influenciadas por valores morais, culturais, religiosos e estéticos (Wilson, 1992; 2003). A observação de fauna em áreas protegidas resgata este estímulo emocional com outras espécies, principalmente a prática de birdwatching, que no Brasil tem aumentado de forma exponencial nos últimos anos. Os observadores de aves formam um grupo especial, devido a seu grau de instrução e poder aquisitivo são os que mais frequentam essas áreas em busca de registros para sua coleção de fotos ou sons. Registros obtidos por estes visitantes podem contribuir para aprimorar o conhecimento sobre as assembleias de aves locais, dentro da chamada ciência cidadã. O uso destas informações por ornitólogos é corriqueiro nos Estados Unidos e Europa, e vem se tornando mais frequente no Brasil. Na área de estudo, o município de Teodoro Sampaio, aonde o Parque Estadual do Morro do Diabo se insere integralmente em 20% do território municipal houve um aumento de observadores de aves ao longo da ultima década, sendo considerável nos últimos 3 anos, correlacionado com o aumento de registros inéditos de espécies para área nos últimos 2 anos e com o aumento de pesquisas oficiais registradas no COTEC/IF. Oito dos 57 observadores que contribuíram com registros para a área são locais, de Teodoro Sampaio, sendo que apenas 4 utilizam a plataforma virtual. Em relação ao número de pesquisas oficiais com avifauna, em 2017 e 2018 tivemos, 3 pesquisas sendo desenvolvidas, duas no âmbito ecológico e uma sobre checklist de espécies do PEMD. Nos levantamentos realizados por pesquisadores e cientistas cidadãos, no município de Teodoro Sampaio-SP, foram registradas um total de 391 espécies no período de 1981 a 2019. Em dois projetos de pesquisas desenvolvidos em 2018, 16 espécies foram registradas pela primeira vez para a área de estudo. Dos registros feitos nos ‘sites’ de ciência cidadã, 35 são inéditos para a área, totalizando 51 registros inéditos de 2008 a 2019. Portanto, fica claro o papel de observadores de aves na contribuição para área, embora para se ter um cenário real da presença como espécies residentes faz-se necessário o monitoramento constante através de pesquisa científica. O monitoramento da avifauna é importantíssimo para tomada de decisões de manejo da área, alteração no zoneamento e revisão do plano de manejo.


Birdwatching Trilha da Porteira - Rosana/SP
Augusto César Oliveira Azanha   - dia 19 14h40 - Aud.1
Aves, Conservação, Ecologia, Fotografia, Turismo, Vida ao ar livre, Educação Ambiental

O presente trabalho visou realizar uma análise da trilha da porteira, localizada no município de Rosana, identificando seu potencial em relação a prática de observação de aves atrelada ao ecoturismo, como forma de gerar além do lazer, consciência ambiental aos praticantes, através do reconhecimento da importância do papel das aves ao ecossistema e consequentemente da natureza preservada. O trabalho apresenta os resultados que foram obtidos através de quarenta e duas visitas in loco, sendo desenvolvida análise da trilha e o registro das aves encontradas. Destaca-se que a pesquisa é importante, sobretudo em tempos de crise, onde se torna fundamental pensar em um turismo responsável, que vise a preservação dos recursos naturais.


BirdWatiching no Mato Grosso do Sul, uma experiência surpreendente!
Geancarlo Merighi   - dia 18 14h00 - Aud.4
Aves, Conservação, Fotografia, Turismo, Viagens, Vida ao ar livre, Educação Ambiental

Apresentação do produto turístico do seguimento de Observação de Aves de Mato Grosso do Sul a ser realizada na abertura da Roda de Negócios


Borboletas Ithomiini: Reprodução e agregação
Juliana Lira - Carlos Candia-Gallardo, Instituto de Biociências - Paulo Inácio Prado, Instituto de Biociências -   - dia 19 15h15 - Aud.2
Borboletas, Ciência cidadã, Conservação, Crianças e Natureza, Divulgação científica, Ecologia

As borboletas ithomiini, uma tribo de borboletas neotropical, possuem um comportamento anual peculiar: No período correspondente ao inverno, agregam-se em determinados locais, formando o que chamamos de bolsões. Mas por que as borboletas ithomiini se agregam? Teria o período reprodutivo alguma correlação com este comportamento de bolsão, apresentando também ciclos sazonais? Através do monitoramento da densidade de ovos e larvas de borboletas Ithomiini, abordamos estas questões.


Bosque de Observação de Aves em um Parque Municipal, São Miguel Arcanjo
Aelson de Mattos Apolinário   - dia 19 11h00 - Aud.1
Aves, Arte e cultura, Conservação, Ecologia, Fauna urbana, Fotografia, Educação Ambiental

A Prefeitura Municipal, investiu na estruturação de um atrativo voltado a observação de aves e educação ambiental, em um Parque Municipal no Centro da cidade, essa estruturação contou com o levantamento de especies , no qual foram catalogadas 71 especies, e a estruturação com placas alusivas as especies e informações técnicas referentes as especies, que estarão dispostas em uma trilha dentro do Parque, também elaboramos um folder com algumas especies, e atraves de QR codes, o usuário poderá ter acesso a lista completa. Esse investimento se deu pelo fato do discernimento da importância da pratica de observação de aves, tanto para a educação ambiental, preservação do ecossistema do parque, e o aumento da oferta turística local, possibilitando assim beneficiosos, econômicos, sociais e ambientais.


Caixas da Natureza
Ana Carol Thomé   - dia 17 16h00 - Aud.4
Botânica, Crianças e Natureza

Crianças de todo o Brasil brincam com a natureza e compartilham com outras crianças suas experiências organizadas numa caixa. Dentro delas cabem as brincadeiras, os registros destes momentos, memórias, elementos da natureza e o que mais a criatividade permitir. A brincadeira Caixas da Natureza, organizada pelo Ser Criança é Natural acontece desde 2017 e já conectou mais de 1200 caixas entre famílias e escolas e consequentemente já colocou mais natureza na vida de mais de 15mil crianças.


Características do observador de aves do estado do Rio de Janeiro
Tatiane Rodrigues da Silva - Ricardo Tadeu Santori, Programa de Pós Graduação em Ensino de Ciências, Ambiente e Sociedade - FFP/UERJ   - dia 17 16h00 - Aud.4
Aves

Este estudo traça as características do observador de aves do estado do Rio de Janeiro: uma análise preliminar. Através dos dados coletados, por meio de um questionário eletrônico, ficando disponibilizado por um mês que foi enviado para grupos de observadores pelo Facebook. Foram obtidos 65 respostas, porém apenas 58 relevantes ao estudo. A análise preliminar sobre os aspectos socioeconômico e educacionais do observador de aves do estado do Rio de Janeiro, sugerem que a observação de aves é praticada por um público bastante diversificado, tendo um perfil dominado pelo sexo masculino, de meia idade, nível superior em diversas áreas, grande parte sem relação direta com a área de ciências biológicas, brasileiro, residentes na cidade do Rio de Janeiro, que trabalham em variadas profissões, sendo que grande parte não possui relação com a prática de observação de aves e com a renda de até 5 salários mínimos. A partir dessas respostas e ao final deste estudo, esperamos contribuir para formar um retrato que ajude a compreender quem é o observador de aves do estado e como potencializar esta atividade para expandi-la mais.


Catalogação Fotográfica : Aves de Conselheiro Lafaiete - MG
Gláucio Tadeu dos Santos - Conselheiro Lafaiete   - dia 17 16h00 - Aud.4
Aves, Conservação, Crianças e Natureza, Educação Ambiental

Realizado o registro fotográfico de aves urbanas , rurais e de regiões remanescentes de Mata Atlântica pertencentes ao município de Conselheiro Lafaiete-MG no período compreendido entre 2014 a 2018. O acervo de imagens capturadas foi utilizado posteriormente para trabalho em oficinas com crianças e adolescentes em uma instituição de saúde mental no intuito de se criar uma catalogação popular destas aves. Os focos principais desta atividade foram a disseminação da prática de observação de aves , bem como a conscientização ambiental de necessidade urgente da preservação das espécies. Aliados a esta atividades frequentemente são distribuidas mudas frutíferas nativas como pitanga, jabuticaba, uvaia e araçá para as crianças , adolescentes e responsáveis no intuito de incentivo a criação de pomares domésticos melhorando assim a qualidade de vida das populações e fornecendo desta forma maior alternativa de alimento para as aves.


Catálogo de aves de Campo Grande - MS
Simone Mamede, Instituto Mamede de Pesquisa Ambiental e Ecoturismo - Maristela Benites, Instituto Mamede de Pesquisa Ambiental e Ecoturismo - Lidia Coimbra, Instituto Ambiental Quinta do Sol -   - dia 19 10h40 - Aud.2
Aves, Ciência cidadã, Conservação, Fauna urbana, Ilustração, Turismo, Educação Ambiental

O catálogo apresenta as espécies de aves de Campo Grande, Mato Grosso do Sul com seus respectivos nomes científicos, nomes populares em português, espanhol e inglês, bem como os locais mais propícios à observação de aves, que são os 30 hotspots de observação existentes na área urbana e periurbana da cidade. O material dá acesso ao livro digital Guia de aves de Campo Grande - áreas verdes (Benites et al., 2014), através de um código de barras, além de conter uma lista de instituições e de guias de turismo que atuam com observação de aves no município. O material didático-informativo é um instrumento para o ecoturismo, educação ambiental e ciência cidadã, uma forma de difundir e democratizar a observação de aves entre os cidadãos.


Ciência cidadão e aves limícolas em sintonia na América do Sul
João Paulo Tavares Damasceno - Juliana Bosi de Almeida - Karlla V. C. Barbosa - Marco Silva   - dia 19 14h20 - Aud.1
Aves, Ciência cidadã, Conservação

Aves limícolas migratórias fascinam cientistas e observadores por apresentarem longos e complexos deslocamentos migratórios entre países e até hemisférios. Quando verão, a observação desse grupo é bastante facilitada em regiões costeiras, devido à presença de grandes bandos que se alimentam em um frenesi curioso ao longo das praias. Embora presentes em números que muitas vezes fascinam a primeira vista, nos últimos anos essas espécies têm sofrido declínio em suas populações, necessitando de engajamento e esforços conjuntos para sua e de seus habitats. Um bom exemplo desse engajamento ocorreu entre os dias 24 e 28 de janeiro, onde pesquisadores e observadores do Brasil, Uruguai, Chile e Peru se uniram para contar, ao mesmo tempo, aves limícolas ao longo de regiões costeiras nesses países. No Brasil, o censo contou com a participação de mais de 20 voluntários, entre estudantes acadêmicos, especialistas e observadores de aves, que renderam um total de 240 listas submetidas, 105 espécies registradas e 25.728 indivíduos contados. Este resultado revela como a ciência cidadã pode contribuir para o conhecimento e gerenciamento de habitats importantes para as espécies e ainda enriquecer a experiência de observadores e amante de aves na América do Sul.


Cinco anos estudando ninhos de maria-leque
Daniel Fernandes Perrella - Paulo Victor Queijo Zima - Mercival Roberto Francisco -   - dia 17 14h00 - Aud.3
Aves, Divulgação científica, Ecologia

A maria-leque-do-sudeste é uma espécie endêmica da Mata atlântica e ameaçada de extinção segundo a IUCN cujos hábitos reprodutivos ainda são pouco conhecidos cientificamente. No presente trabalho, parâmetros reprodutivos da espécie foram estudados ao longo de cinco temporadas no Parque Estadual Carlos Botelho, São Miguel Arcanjo, SP. Ninhos e ovos foram medidos e ninhadas foram acompanhadas através de armadilhas fotográficas para verificar taxas de sucesso e duração de períodos de incubação e permanência dos filhotes. Variáveis ambientais foram medidas ao longo de riachos onde os ninhos foram encontrados, tanto em locais onde haviam ninhos quanto em pontos aleatórios para verificar quais características eram selecionadas para a nidificação. Além disso, também contabilizamos a quantidade de territórios encontrados a fim de estimar a densidade de casais reprodutivos por km de riacho. Foram encontrados 23 ninhos de maria-leque-do-sudeste e a taxa de sucesso na reprodução foi de 62,3%. Os ninhos, feitos de raízes finas, folhas secas de samambaia, musgos e folhas verdes, estavam posicionados sempre sobre os riachos, em média a 1,88 m de altura. Os ovos eram vermelho-rosados com riscas marrons avermelhadas concentradas nas porções mais largas. Após 22 dias, nascem filhotes desprovidos de penas com pele rosada que até os 24 dias já tem o pequeno leque bastante desenvolvido, pouco antes de deixarem o ninho. Segundo os dados coletados, as marias-leque não utilizam riachos muito estreitos e rasos para nidificar, mas selecionaram trechos onde há menos vegetação ao redor do ninho, provavelmente para evitar o acesso por predadores não-voadores. A densidade de territórios foi de 1,62 casais/km, extremamente baixa quando comparada a outras espécies que nidificam naquele tipo de ambiente, e provavelmente um dos motivos pela qual a maria-leque não sobrevive em áreas fragmentadas e é extremamente dependente de florestas preservadas.


COAVES KIDS: Clube de Observadores de Aves Infantil
Lucas Andrei Campos-Silva - Viviane Aparecida Rachid Garcia, Setor Educativo do Parque da Água Vermelha/ Secretaria de Meio Ambiente Parques e Jardins da Prefeitura de Sorocaba (SEMA) - Marcos Antônio Leonetti, Opus: Escola Livre de Música -   - dia 18 11h40 - Aud.4
Aves, Ciência cidadã, Crianças e Natureza, Divulgação científica, Ecologia, Fauna urbana, Vida ao ar livre, Educação Ambiental

Atualmente a prática da observação de aves (birdwatching) se apresenta como uma importante estratégia educativa em prol da conservação das áreas verdes e consequentemente da fauna e flora. Isso se dá pelo fato das aves serem organismos carismáticos, desempenharem distintas funções ecológicas e estarem presentes nos mais distintos ambientes, naturais e urbanos (ao redor das nossas casas, bairros e áreas verdes), e assim, proporcionaremexperiências de aprendizagem significativas. A observação de aves é uma atividade integradora e pode ser realizada com público de diferentes faixas etárias, nível escolar, classe social ou área profissional. É neste cenário que o Setor Educativo do Parque da Água Vermelha/ Secretaria de Meio Ambiente Parques e Jardins da Prefeitura de Sorocaba (SEMA) e o Clube de Observadores de Aves de Sorocaba (COAVES), vem desenvolvendo em conjunto desde novembro de 2017 atividades com crianças por meio do COAVES KIDS: Clube de Observadores de Aves Infantil. Sorocaba abriga cerca de 286 espécies de aves, e destas 90 ocorrem no Parque, onde podemos observar a olho nu ou com o auxílio de binóculos. Assim o COAVES KIDS tem como objetivo de reunir as crianças que gostam de aves, e que tem interesse em observá-las e conhecer sobre as suas características, curiosidades, papel ecológico e algumas ações individuais e coletivas em prol da sua conservação e de seus ambientes. A ideia do Clube surgiu a partir de oficinas realizadas no período de férias onde as crianças apresentaram grande interesse pelas aves e a continuidade deste aprendizado. Esta demanda veio ao encontro de um sonho do COAVES: expandir a atividade de observação de aves para o público infantil e a partir daí dar prosseguimento ao Clube com as futuras gerações. Inicialmente o público do COAVES KIDS eram crianças a partir de 6 anos e menores acompanhados de seus responsáveis. No entanto, no decorrer das reuniões observamos que o COAVES KIDS passou a ser COAVES FAMÍLIA, pois os responsáveis dos menores (pais, tios, irmãos entre outros) permaneciam durante toda a reunião. O cronograma do semestre e as reuniões mensais de cerca de 3 horas são planejadas e desenvolvidas por as ambas equipes (SEMA e COAVES). A cada reunião é trabalhada uma estratégia educativa de forma interativa com o foco nas aves, em especial nas urbanas (as aves do Parque e das outras áreas verdes da cidade). Ao avaliarmos qualitativamente os resultados obtidos verificamos a partir da participação das crianças e dos seus responsáveis, da observação direta nas atividades, das interações discursivas de todos os envolvidos, que as famílias gostam de participar do COAVES KIDS e apresentam grande interesse e motivação para investigar e aprender sobre as aves e seus ambientes, além de multiplicarem estes conhecimentos nos diferentes espaços que circulam. Assim, o COAVES KIDS é um espaço para promover conexões com a natureza e reconexões com a família e com o próximo.


Como entender os Serviços Ecossistêmicos pode contribuir na conservação de paisagens?
Isabella Romitelli   - dia 17 15h00 - Aud.3
Conservação, Ecologia

As florestas tropicais são amplamente reconhecidas por uma alta biodiversidade, porém têm sofrido intensa transformação ao longo dos últimos anos, principalmente devido à expansão de áreas agrícolas e urbanas. Atualmente, cerca de 50% das florestas tropicais e subtropicais já se encontra totalmente convertida. A provisão de serviços ecossistêmicos são contribuições diretas e indiretas dos ecossistemas ao bem-estar humano, pode depender de como a composição e o arranjo espacial na paisagem afetam as espécies responsáveis pela provisão do serviço, principalmente em paisagens heterogêneas. Os serviços podem ser classificados em: (i) serviços de suporte, por exemplo, a ciclagem de nutrientes e produção primária; (ii) serviços de provisionamento, como madeira, peixe e produção de alimentos; (iii) serviços de regulação, por exemplo, do clima e abastecimento de água; e (iv) serviços culturais, como os de recreação. Nas atividades agrícolas, em particular, os serviços ecossistêmicos têm um importante papel na polinização, controle de espécies exóticas, dispersão de sementes, irrigação e fertilização do solo, e permitem assim a integração da conservação da biodiversidade com a produção de alimentos. No entanto, as atividades antrópicas modificaram e continuam modificando bastante a paisagem através da fragmentação, degradação e destruição dos habitats naturais. Estas mudanças de uso/ocupação da terra, principalmente por áreas urbanas e agrícolas, influenciam diretamente os diferentes serviços ecossistêmicos e por sua vez o bem-estar humano. Nessa palestra irei abordar, com alguns exemplos práticos, como a abordagem de serviços ecossistêmicos desempenha um papel integrador entre sistemas agrícolas e conservação da biodiversidade. A princípio, quanto mais extensas essas áreas nativas, maiores seriam os serviços ecossistêmicos prestados. Porém, por outro lado, áreas demasiadamente extensas de cobertura vegetal poderiam comprometer a expansão das áreas agrícolas. Seria esperada, assim, a existência de uma cobertura vegetal ideal, que maximize os serviços ecossistêmicos sem prejudicar a expansão espacial da agricultura. O serviço de estoque de carbono, por exemplo, é significativamente reduzido em áreas de bordas florestais, devido a mudanças na composição de espécies e aumento da mortalidade de árvores nestas áreas. Por conseguinte, paisagens florestais com configuração muito fragmentada, que apresentam maior extensão de borda, tenderão a estocar menos carbono do que paisagens com a mesma cobertura florestal, porém onde os fragmentos são maiores e mais compactos.


Comunidades de aves em fragmentos florestais no estado de Goiás:
Shayana de Jesus - ARTHUR ÂNGELO BISPO, UFG - WAGNER ANDRÉ PEDRO, UNESP -   - dia 17 16h00 - Aud.4
Aves, Conservação

O Cerrado se destaca como o terceiro bioma brasileiro com a maior riqueza de Aves. No entanto, ainda existem diversas lacunas no conhecimento da avifauna da região, que dificultam a adoção de medidas efetivas de conservação e manejo. Aqui nós apresentamos informações sobre a riqueza e composição das comunidades de aves de 17 fragmentos florestais no estado de Goiás, região Centro-oeste do Brasil, discutindo aspectos biogeográficos e conservacionistas. Os fragmentos, amplamente distribuídos pelo Estado, possuem tamanho de área entre 92-537 ha e estão situados em altitudes variando de 245 a 590 metros. As amostragens foram realizadas entre setembro de 2012 e agosto de 2014. Nós registramos um total de 271 espécies, e a riqueza dos fragmentos variou de 74 a 114 espécies. Foram detectadas sete espécies endêmicas do Bioma Cerrado, 17 elementos Atlânticos e 14 elementos Amazônicos. Houve um predomínio de espécies dependentes florestais, 13 espécies com sensibilidade alta aos distúrbios ambientais e quatro espécies ameaçadas de extinção, além de sete espécies pouco documentadas para o estado. Alguns fragmentos na região central e noroeste do estado se destacaram pela riqueza de espécies e pelo número de espécies exclusivas, além da presença de elementos de outros biomas, Atlânticos e Amazônicos, para a região central e noroeste, respectivamente. Os fragmentos na região noroeste se destacaram ainda pela presença de espécies ameaçadas e sensíveis aos distúrbios ambientais. O presente estudo traz importantes contribuições ao conhecimento ornitológico do estado de Goiás, mostrando a alta riqueza da avifauna florestal e a distribuição de elementos Amazônicos e Atlânticos ao longo do estado, destacando o valor biogeográfico e conservacionista desses fragmentos florestais do Cerrado, e ressaltando a necessidade de preservação destas manchas para garantir a manutenção da avifauna regional.


Da escuridão da caça à luz da observação de aves
Elvis Japão   - dia 19 10h20 - Aud.3
Aves, Conservação

Falarei da trajetória de antes caçador até à descoberta da observação de aves e oque ela mudou em minha vida... Também falarei sobre nossos projetos de preservação e de educação ambiental. Hoje sou uma pessoa muito melhor graças a observação de aves.


De tratorista a guia Birdwatching
Victor do Nascimento   - dia 19 10h00 - Aud.4
Aves

Palestra sobre a trajetória de vida de um guia de observação de aves.


Do céu ao papel: educação ambiental através da produção de um livro sobre aves feito por crianças
Taluana Laiz Martins Torres   - dia 19 14h40 - Aud.4
Aves, Crianças e Natureza, Educação Ambiental

Trata-se de um relato de experiência sobre o desenvolvimento do projeto intitulado Mata Atlântica: flora e fauna de Ilhabela realizado com alunos do quarto ano do ensino fundamental, de uma escola municipal de Ilhabela/SP. Um dos objetivos do projeto foi trabalhar a educação ambiental com foco na observação de aves. Assim, a temática da avifauna foi utilizada para o trabalho com diversos conteúdos e atividades como pesquisas, seminários, desenhos e observação de aves, que tiveram como resultado a produção de um livro chamado Pequeno guia de aves de Ilhabela, elaborado pelos alunos. O projeto desenvolvido abrangeu múltiplos temas, de forma transversal e transdisciplinar, com vistas a promover reflexões teóricas e práticas, para que os alunos pudessem incorporar e desenvolver atitudes de responsabilidade e respeito com a natureza. Nesse relato, apresento o processo pedagógico de educação ambiental que culminou na elaboração do livro.


Do mato à mata
Thomas Kunze   - dia 17 15h25 - Aud.4
Aves, Conservação, Crianças e Natureza, Mamíferos, Vida ao ar livre

Muito degradada durante a primeira metade do sec. XX por madereiros, carvoeiros e mineradoes de mica, a natureza se repôs oferecendo hoje muitas descobertas em fauna e flora a todos que com ela interagem.


Educação Ambiental
Paulina Aparecida Arce   - dia 17 16h20 - Aud.2
Aves, Borboletas, Conservação, Crianças e Natureza, Divulgação científica, Ecologia, Fauna urbana, Educação Ambiental

Como o comportamento do homem afeta, de modo geral, os polinizadores e quais ações podemos adotar para evitar o desaparecimento dos polinizadores.


Em Busca de Serpentes - Registros Audiovisuais de expedições:
Roberto Arruda Jr.   - dia 19 16h00 - Aud.1
Divulgação científica, Fotografia, Herpetologia, Viagens, Vida ao ar livre, Trip report, Educação Ambiental

Exibições em foto e vídeo das expedições em busca de serpentes em todo o Brasil, realizadas pelas equipes do projeto Escalas da Biodiversidade.


Encantar-se para encantar - AcampaConecta
Renata Stort - Ana Carolina Thomé Pires - Fernanda Costa Pereira - Caroline Costa Pereira   - dia 17 16h00 - Aud.4
Crianças e Natureza

O quintal da Escola Stagium, que é habitado cotidianamente por crianças, seus imaginários e suas criações, recebe educadores para uma experiência única: o AcampaConecta. A imersão começa numa noite ao redor do fogo e segue com uma manhã de experimentações. Os participantes são convidados a trazer sua criança à tona e sentir o mundo como quem o olha pela primeira vez. Encantando-se com o mundo os educadores sensibilizam o olhar para as descobertas das crianças.


Encontro de Jovens Observadores
Lorena Patrício - Vitor Valentini - Rafael Scalese - Caio Vidal - Felipe Vidal -   - dia 19 15h20 - Aud.3
Aves, Ciência cidadã, Conservação, Viagens, Trip report, Educação Ambiental

Esta palestra tem como objetivo apresentar o que foi o evento Young Birders Fazenda Bananal, que ocorreu em Paraty em janeiro de 2019. O evento, destinado para jovens observadores de aves do Brasil e do mundo, foi uma iniciativa realizada pela Fazenda Bananal Ltda. em parceria com os ornitólogos Jessie Barry e Chris Wood do Laboratório de Ornitologia da Cornell. Nessa palestra, além da apresentação sobre o evento em si, os jovens que participaram estarão presentes para dar seu depoimento sobre a experiência. Aqueles que não poderão estar presentes darão seu depoimento em vídeo. A palestra encerrará com o intuito de mostrar a próxima edição do evento de 2020 e incentivar outros jovens a participar.


Estado reprodutivo de borboletas Ithomiini
Fernanda Lelis de Oliveira Cabral - Osasco   - dia 19 15h35 - Aud.2
Borboletas, Conservação, Ecologia

Adaptações comportamentais e fisiológicas para lidar com mudanças ambientais são vitais para a sobrevivência e reprodução dos indivíduos. Diversos insetos lidam com ciclos sazonais através de diapausa. Diapausa é um estado de baixa atividade metabólica, no qual ocorre aumento de resistência, alteração do comportamento, e interrupção do desenvolvimento e reprodução. Neste estudo propomos testar a hipótese de que borboletas Ithomiini entram em diapausa durante o inverno analisando caracteres reprodutivos.


Estratégias para conservação de orquídeas no Legado das Águas
Luciano Ramos Zandoná   - dia 18 13h30 - Aud.2
Botânica

Panorama da conservação da família Orchidaceae do domínio Mata Atlântica, com foco nas estratégias de conservação utilizadas no Legado das Águas


Ferramentas de educação ambiental via Birdwatching: Placas de observação de aves em áreas verdes de Sorocaba-SP
Lucas Andrei Campos-Silva   - dia 18 10h00 - Aud.4
Aves, Ciência cidadã, Conservação, Divulgação científica, Ecologia, Fauna urbana, Ilustração, Turismo, Vida ao ar livre, Educação Ambiental

Placas informativas são uma das ferramentas educativas mais presente e de estimável valor para a divulgação de conhecimentos em espaços-não-formais de educação. Quando incorporadas a narrativas discursivas dos educadores elas se tornam importantes ferramentas para o processo de ensino-aprendizagem. Pensando nessa importância e em fomentar o turismo de observação de aves da região, o Clube de Observadores de Aves de Sorocaba-COAVES e as Secretarias de Turismo, De Comunicação, e Meio Ambiente Parques e Jardins da Prefeitura de Sorocaba desenvolveram em conjunto placas de observação de aves de oito áreas verdes de Sorocaba-SP. A construção destas ferramentas educativas foi alicerçada sob o enfoque no público-alvo, ou seja, atrair os olhares dos visitantes destes locais para biodiversidade alada, e que refletisse o mais fielmente possível a avifauna local. Para atingir estes objetivos, as informações que baseiam cada placa provêm de informações geradas puramente via ciência cidadã, ou seja, com conhecimentos construídos pela própria comunidade e que embasam a fidelidade da avifauna local. O COAVES realizou diversas atividades de birdwatching nestes espaços em seus quase sete anos de fundação, gerando listas que fundamentaram a escolha das espécies locais. Cada placa contém fotos das 30 espécies mais comuns e um mapa dividido por regiões temáticas, com descrição onde cada ave é encontrada. Com objetivo de ser antes de tudo, um trabalho colaborativo, as fotos selecionadas foram de autoria de membros da comunidade local, em geral do COAVES. Cada placa contém também dicas de observação e curiosidades da avifauna da cidade. A construção destas ferramentas educativas foi gerenciada conjuntamente desde o início por todas estas instituições envolvidas, indo da escolha das áreas, público-alvo até as espécies de aves. Assim, este trabalho que pode parecer simples a olhares de muitos, é na verdade resultado de ciência cidadã e de parceria entre setores da comunidade e poder público - fatos que agregam ainda mais valor a estas ferramentas educativas. Este produto final demonstra como a união de pessoas para um bem comum gera frutos educativos para toda uma cidade.


Frugivoria por aves na espécie exótica Schefflera actinophylla (Apiales, Araliaceae) em um ambiente urbano da cidade de Sorocaba- SP
Paula Guarini Marcelino - Fatima Conceição Márquez Piña-Rodrigues, Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) - Pablo Rabello de Oliveira Santos, Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) - Bianca Rita Bimbatii, Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) - Augusto João Piratelli, Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) -   - dia 19 11h00 - Aud.3
Aves, Ecologia, Fauna urbana

Espécies vegetais exóticas são frequentemente utilizadas em reflorestamentos e arborização urbana, sendo apreciadas por razões culturais e, devido às suas características, algumas podem ser consumidas por aves. Existe uma grande complexidade nas interações entre as aves e as plantas e, para entender esse processo é necessário compreender as relações de frugivoria entre as espécies de aves consumidoras com a cobertura da paisagem local. Nas cidades, diversas aves consomem frutos e muitas desempenham o papel de dispersoras de suas sementes, isso permite que espécies vegetais colonizem áreas mais distantes, potencializando o risco de invasão quando se tratam de espécies exóticas. O monitoramento de espécies exóticas e seus padrões de frugivoria torna-se, nesse sentido, importante ferramenta para prever e ou evitar invasões. O presente trabalho analisou as espécies de aves urbanas que se alimentam dos frutos da espécie exótica Schefflera actinophylla (Cheflera), além do levantamento da avifauna local. O levantamento das aves ocorreu de setembro de 2017 a setembro de 2018, já as observações de forrageamento foram realizadas entre os meses de março a maio de 2018, ambos no Parque Carlos Alberto de Souza zona urbana na cidade de Sorocaba, estado de São Paulo. As observações alimentares ocorreram em cinco indivíduos arbóreos que apresentaram eventos reprodutivos de frutificação com a presença de frutos maduros, realizadas das 06:00 até as 10:00h e das 16:00h até as 20:00h, totalizando noventa e duas horas amostradas. Foram observados as espécies, os comportamentos alimentares e as estratégias de manipulação dos frutos. Foram consideradas as categorias alimentares de engolir, esmagar, despedaçar, bicar, remover e derrubar. Foram consideradas as estratégias de manipulação dos frutos de capturar o fruto e permanecer; capturar o fruto e saltar; capturar o fruto e voar; e capturar o fruto no voo. No levantamento qualitativo da avifauna foram registradas 65 espécies de aves. Quatorze delas (22,2%) pertencentes a cinco famílias (Mimidae, Thamnophilidae, Thraupidae, Turdidae, Tyrannidae) foram observadas se alimentando dos frutos de Cheflera. De acordo com os principais comportamentos alimentares e o número total de frutos consumidos entre as espécies de aves obervadas foram Tangara sayaca (356 frutos despedaçados e 469 frutos totais consumidos), Turdus leucomelas (315 frutos engolidos e 347 frutos totais consumidos), Pitangus sulphuratus (226 frutos engolidos e 238 frutos totais consumidos), Tersina viridis (126 frutos esmagados e 185 frutos totais consumidos), Tangara palmarum (57 frutos esmagados e 103 frutos totais consumidos), Megarynchus pitangua (80 frutos engolidos e 86 frutos totais consumidos), Turdus rufiventris (46 frutos engolidos e 50 frutos totais consumidos), Tyrannus melancholicus (39 frutos engolidos e 43 frutos consumidos), Turdus amaurochalinus (36 frutos engolidos e 39 frutos totais consumidos), Mimus saturninus (15 frutos engolidos e 16 frutos totais consumidos), Tangara cayana (7 frutos engolidos e 15 frutos totais consumidos), Elaenia flavogaster (8 frutos engolidos e 11 frutos totais consumidos), Myiozetetes similis (7 frutos engolidos e 10 frutos totais consumidos), Thamnophilus doliatus (2 frutos engolidos e 3 frutos totais consumidos). Foi consumido um total de 1615 frutos, através dos seis comportamentos alimentares utilizados pelas aves. O comportamento alimentar predominante foi o de engolir (833 frutos, 51.5%), seguido de despedaçar (389 frutos, 24.1%), esmagar (228 frutos, 14.2%), bicar (69 frutos, 4.3%), remover (62 frutos, 3.8%) e derrubar (34 frutos, 2.1%). A estratégia de manipulação dos frutos mais utilizada por todos os indivíduos foi de capturar o fruto e permanecer (N= 1534 frutos, 95%), capturar o fruto e voar (N= 60 frutos, 3,71%), capturar o fruto e saltar (N= 20 frutos, 1,23%) e a estratégia menos utilizada foi a de capturar o fruto no voo (N= 1, 0,06%). A espécie exótica possui frutos pequenos que são oferecidos em curto período mas com muita intensidade de frutos, podendo prover grande oferta desse recurso alimentar para aves frugívoras. Aparentemente, o tamanho de seus frutos não limita seu consumo, configurando-se em uma espécie generalista quanto aos seus consumidores. Schefflera actinophylla é consumida por diferentes espécies de aves, além de ser utilizada em reflorestamentos urbanos, o que pode intensificar um processo de invasão local. Assim chamamos a atenção para que não seja feito o uso dessa espécie em paisagismo urbano.


Guia de aves de São Bento
Alessandro Allegretti   - dia 19 11h40 - Aud.3
Aves, Fauna urbana

O Campo de São Bento, em Niterói (RJ), com cerca de 36.000 metros quadrados, é um parque urbano arborizado, totalmente cercado por prédios, sendo considerado a principal área de lazer da população local e possui potencial para a prática de observação de aves. Objetivando estimular a atividade, está sendo lançado um guia de campo que descreve a morfologia e os hábitos de várias espécies de aves observadas no parque e oferece sugestões sobre o birdwatching . Há outras estratégias para incrementar a atividade localmente como os passeios guiados e a colocação de placas.


Há engajamento de observadores em pesquisas?
Eduardo Roberto Alexandrino   - dia 18 15h00 - Aud.2
Aves, Ciência cidadã, Conservação, Cuidados em campo, Ecologia, Fauna urbana, Tecnologia, Trip report

Observadores de aves atuam naturalmente como cidadãos cientistas gerando ricas informações sobre a avifauna ocorrente em nosso país. No entanto, alguns projetos de pesquisa acadêmica e tomada de decisões necessitam de dados que vão além de um simples registro fotográfico ou lista de espécies. Em 2016 o projeto Eu vi uma ave usando pulseiras!? iniciou no interior paulista com o objetivo de monitorar aves com anilhas coloridas em ambientes rurais e urbanos com o auxílio de cidadãos entusiastas por aves. Essa palestra vai apresentar os resultados obtidos com esse projeto e as lições aprendidas. Serão discutidos os desafios de engajar voluntários e mantê-los motivados por um longo período.


Heroínas de sonhos coletivos
Damilys Oliveira - Mércia Milena Alves de Ataíde, Projeto ararinha na natureza/ICMBio (voluntariado) - Tatiane Alves, Projeto ararinha na natureza/ICMBio (voluntariado) - Cristine Prates, Projeto ararinha na natureza/ICMBio (bióloga) - Camile Lugarini, Projeto ararinha na natureza/ICMBio (coordenação) - Cláudia Sofia Guerreiro Martins, Projeto ararinha na natureza/ICMBio (consultora)   - dia 18 13h40 - Aud.3
Aves, Ciência cidadã, Conservação, Cuidados em campo, Divulgação científica, Ecologia, Educação Ambiental

Há três anos demos um passo gigante pela conservação de uma espécie extinta na natureza: a ararinha-azul. Movidas pelo desejo de aprender e de devolvê-la ao seu e nosso lugar, Curaçá, Bahia, temos orgulho em estar na vanguarda de um projeto único no mundo. Os horários são os das aves, as atividades são arvorismo, monitoramento, telemetria e engajamento. Somos voluntárias com desafios de profissionais. O primeiro passo foi pequeno – o reconhecimento, as trocas e as expectativas, nos deram asas.


História da implantação do Orquidário Itamambuca.
Gustavo Feliciano Alexandre   - dia 19 10h40 - Aud.3
Educação Ambiental

Gustavo Feliciano Alexandre, ex morador da praia de Itamambuca conta como foi a criação e implantação do Orquidário Itamambuca - uma ideia de adolescente que virou TCC da sua pós graduação e que transformou um viveiro abandonado num espaço para a conservação e o estudo da família Orchidaceae através do acolhimento de plantas resgatadas de limpeza de terrenos, obras e queda de árvores por vento.


Identificação de Coccídios em Trinca-Ferro de Cativeiro no Município de Itatiaia RJ
Carla Maronezi - Dra. Patrícia Barizon Cepeda- UFRRJ - Dr. Bruno Berto - UFRRJ -   - dia 17 16h00 - Aud.4
Aves, Conservação, Divulgação científica, Fauna urbana, Taxonomia

A coccidiose é a enfermidade parasitaria mais frequente em passeriformes de cativeiro, sendo o gênero Isospora spp o mais prevalente. No município de Itatiaia o trinca-ferro Saltator similis é uma das principais espécies de passeriformes mantidos em cativeiro com animais de companhia. O objetivo desse trabalho foi identificar e quantificar a intensidade de infecção por Isospora spp dessas aves através da eliminação de oocistos recuperados nas fezes. O método de diagnóstico foi a técnica modificada de flutuação com solução saturada de açúcar, a identificação foi realizada através da observação das estruturas morfológicas dos oocistos e a intensidade de infecção através da quantidade de oocistos liberados por defecação. O presente estudo traz um registro de localidade inédito de coccídios parasitando Trinca-ferro no município de Itatiaia RJ. Foram encontradas três espécies de Isospora spp das quatro espécies descritas na literatura, são elas: Isospora saltatori, Isospora trincaferri e Isospora similisi. O deficiente manejo higiênico-sanitário das gaiolas é a principal causa da alta positividade da infecção nas aves examinadas.


Imagens do Universo - De Minúsculos Pássaros a Gigantescas Galáxias
Roger Bonsaver - Lilian Sagan   - dia 19 14h00 - Aud.3
Astronomia, Ciência cidadã, Divulgação científica, Fotografia, Tecnologia

Vamos apresentar ao público, imagens dos menores pássaros do planeta (retiradas da Internet) e chegar às maiores galáxias do Universo, passando por imagens incríveis de objetos do sistema solar. Todas feitas por astrofotógrafos brasileiros e com autorização dos autores. Vamos demonstrar técnicas e equipamentos utilizados nessas capturas de forma superficial e apresentar imagem dos objetos mais distantes do Universo, já fotografados


Implante de penas na reabilitação de aves silvestres
Lilian Sayuri Fitorra   - dia 17 14h40 - Aud.4
Aves, Conservação, Fauna urbana

Os acidentes com linhas de pipa, o corte de penas, transporte inadequado e as condições precárias em cativeiros irregulares, são as principais causas da incapacidade de voo associada ao empenamento das aves não-Passeriformes recebidas em Centros de Triagem de Animais Silvestres. A técnica de implante de penas é utilizada para reparar as penas de voo quebradas/cortadas restaurando a capacidade de voo destas aves e consequentemente diminuindo o tempo necessário para a reabilitação.


Jibóia do Ribeira, a mais rara Serpente do Brasil
Bruno Rochada Silva - Everton Miranda, Universidade Federal do Mato Grosso - Lívia M. Corrêa, Instituto Butantan - Daniela Gennari P. T., Museu de Zoologia da Universidadde de São Paulo - Felipe Grazziotin, Instituto Butantan - Ricardo Dias, Faculdade de Zootecnia e Medicina Veterinária da USP   - dia 19 15h45 - Aud.1
Ciência cidadã, Conservação, Crianças e Natureza, Divulgação científica, Ecologia, Herpetologia, Educação Ambiental

Corallus cropanii (Hoge, 1953) é uma espécie de serpente com distribuição restrita ao Vale do Ribeira-SP. É conhecida por apenas cinco espécimes depositados em coleção e é considerada uma espécie em perigo de extinção. Informações sobre sua biologia eram desconhecidas, os últimos registros dessa espécie foram dois indivíduos mortos por habitantes do bairro Guapiruvú no município de Sete Barras-SP, um dos indivíduos em 2009 e o outro em 2016. Identificando a comunidade do bairro Guapiruvú como um conjunto de parceiros importantes na busca por esta espécie rara e ameaçada, utilizamos estratégias de educação ambiental com o objetivo de encontrar indivíduos de Corallus cropanii vivos com a ajuda da população local. O estreitamento com a comunidade aconteceu baseado em atividades educativas sobre as serpentes que existem na região onde residem, promovendo a apropriação da biodiversidade local pela comunidade, buscando reverter à atitude comum de matar as serpentes por falta de informação. Em 2017 um indivíduo de Corallus cropanii foi encontrado e mantido vivo por moradores, como resultado das ações de ciência-cidadã deste projeto. Finalmente, após 64 anos, pudemos obter informações da biologia da Jibóia-do-Ribeira, agora assim chamada popularmente. O indivíduo foi estudado em cativeiro, depois monitorado in situ com o auxílio da comunidade. Este trabalho foi possível através da aproximação entre pesquisadores e comunidade, comprovando que esta parceria traz benefícios para a produção de conhecimento científico, para sociedade e para conservação. Esperamos incentivar outros pesquisadores a buscar esta parceria Ciência-Comunidade, pois não existe conservação sem o envolvimento da comunidade local.


Lepidópteros na Cultura
Gabriel Banov Evora - Carlos Ernesto Candia-Gallardo, Universidade São Paulo - Aline Vieira e Silva, Universidade São Paulo -   - dia 19 15h20 - Aud.2
Borboletas

Os animais podem ter impacto cultural em diversas frentes em nosso cotidiano ou em certos ritos e passagens ao longo de nossas vidas. Este trabalho tende a explorar os Lepidópteros, conversando sobre nomes populares (o motivo de serem chamadas por tais nomes como mariposa-bruxa, rosa de luto ou capitão do mato), aparições em festivais (como as monarcas, bem representadas no 'dia de los muertos') ou outras representações em livros, pinturas, desenho/cinema e outros.


Levantamento preliminar da avifauna da Fazenda Nova FAEF
NASCIMENTO, Rodrigo Kullock Rangel   - dia 17 15h05 - Aud.4
Aves, Conservação, Ecologia, Vida ao ar livre, Educação Ambiental

As aves são componentes bióticos muito importantes dos ecossistemas, pois são responsáveis por serviços ambientais vitais, como a polinização, dispersão e predação. Levando em consideração essa relevância, estudos que objetivam a caracterização da avifauna de ecossistemas são essenciais para o manejo desses animais. O presente estudo teve como objetivo realizar o levantamento da avifauna da Fazenda Nova FAEF localizada em Garça - SP e com área de 165 ha, onde se sendo um ambiente predominante agrícola, mas com vegetação nativa de floresta estacional semidecidual em estagio avançado de sucessão distribuída em matas ciliares, entorno de nascentes, corredor florestal e reserva legal. O estudo teve início em fevereiro de 2019 e será realizado até fevereiro de 2020. Até o momento foram realizadas 9 horas de coleta de dados, sendo o método utilizado o de observação direta e caminhadas aleatórias nos horários mais propícios (amanhecer e entardecer). Realizou-se também o registro fotográfico e o reconhecimento das espécies foi feito com base em guias especializados. Até o presente momento foram listadas 32 espécies, pertencentes a 20 famílias, sendo as mais representativas: Accipitridae, Thraupidae, Cuculidae (com 3 espécies cada), Columbidae, Tyrannidae e Trochilidae (com 2 espécies cada). Comparando este trabalho com outros estudos similares realizados na região observa-se que a Fazenda Nova FAEF apresentou uma quantidade menor de espécies, porém este é um trabalho preliminar e a curva do coletor ainda não se estabilizou o que indica que há chances de novas espécies serem listadas. As espécies que mais se destacaram são as onívoras e adaptadas a ambientes antropizados, como por exemplo: Crotophaga ani, Guira guira, Pitangus sulphuratus e Tyrannus melancholicus. Mas a abundância de recursos florestais garantem a existência de espécies frugívoras e insetívoras, como psitacídeos (Brotogeris chiriri) e passeriformes (Furnarius rufus e Mimus saturninus). Concluiu- se que a Fazenda Nova FAEF apresenta uma considerável riqueza de aves e que a continuidade desse estudo é de grande importância para que se tenha uma listagem mais completa das espécies presentes no local, que favorecerá o desenvolvimento de novos trabalhos e, ou, ações de conservação no local.


LEVANTAMENTO PRELIMINAR DA AVIFAUNA DE ITAPETINGA-BA
Paulo Sérgio Gonçalves da Silva - Olavo Nardy, UNIARA - Welinton Zanachi, UNIARA - Saulo Ferreira   - dia 17 16h00 - Aud.4
Aves, Ciência cidadã, Conservação, Ecologia, Fotografia, Educação Ambiental

Com o objetivo de contribuir para o conhecimento da biodiversidade regional de Itapetinga-BA, foi realizado um levantamento preliminar da avifauna através de observações dos primeiros 14 dias do mês de fevereiro de 2019, dentro dos limites do município de Itapetinga, em regiões mais afastadas da cidade e na parte central. Ao todo foram sete áreas rurais com Floresta Estacional Semidecidual e uma parte na região central do município. Durante esses 14 dias de campo foram identificados 152 espécies de 46 famílias e 21 ordens, sendo a Passeriforme a mais representativa, com 18 famílias e 75 espécies para a ordem. Além de registros de espécies classificadas como vulneráveis ou quase ameaçada com a maioria delas pertencendo à família Psittacidae (Primolius maracanã, Aratinga auricapillus, Touit melanonotus, Amazona rhodocorytha). Apesar de parciais, as informações obtidas nesse levantamento, servirão de estudos específicos e atividades de educação ambiental e além de ratificar a importância da conservação dessa área.


LEVANTAMENTO QUALITATIVO DE AVIFAUNA NO MUNICÍPIO DE MIRACATU, SÃO PAULO
Lucas José Oliveira do Vale - Rafaella Capeletto Jurkfitz   - dia 17 16h00 - Aud.4
Aves, Conservação, Ecologia

O município de Miracatu está situado dentro de três áreas de proteção ambiental e com 70% de seu território coberto pela vegetação original da Mata Atlântica. A Mata Atlântica é uma das florestas tropicais mais ameaçadas do planeta em função do desmatamento, restando cerca de 7% de sua cobertura original. As aves são consideradas importantes bioindicadores ambientais devido à grande diversidade de espécies. Além disso, são fáceis de serem encontradas por possuírem hábitos predominantemente diurnos e pelo possível reconhecimento auditivo em campo. Têm se tornado tema de investigação cada vez mais frequente, no entanto, várias espécies correm risco de desaparecer em um futuro próximo em decorrência da fragmentação e perda de seu hábitat natural, fazendo-se necessárias investigações para a aplicação de estratégias conservacionistas em favor de sua proteção e valorização. Este estudo teve como objetivo identificar e catalogar as espécies de aves que ocorrem em área particular no município de Miracatu, São Paulo, por meio de um levantamento preliminar qualitativo. A metodologia de escolha foi a busca ativa através em transecções com identificação por contato visual e pontos de escuta a cada 100 metros. Em 30 horas de esforço amostral, foram identificadas 77 espécies de aves, distribuídas em 38 famílias. Uma espécie encontrada está ameaçada de extinção na categoria vulnerável, segundo a lista vermelha, da IUCN. Estudos de levantamento e monitoramento de avifauna na região do Vale do Ribeira são escassos, mas de grande importância para sua conservação. O número de espécies avistadas neste estudo ressalta a importância da proteção ambiental no município.


Levantamento Qualitativo De Avifauna No Município De Miracatu, São Paulo.
Lucas José Oliveira do Vale - Rafaella Capeletto Jurkfitz   - dia 17 16h00 - Aud.4
Aves, Conservação, Ecologia

O município de Miracatu está situado dentro de três áreas de proteção ambiental e com 70% de seu território coberto pela vegetação original da Mata Atlântica. A Mata Atlântica é uma das florestas tropicais mais ameaçadas do planeta em função do desmatamento, restando cerca de 7% de sua cobertura original. As aves são consideradas importantes bioindicadores ambientais devido à grande diversidade de espécies. Além disso, são fáceis de serem encontradas por possuírem hábitos predominantemente diurnos e pelo possível reconhecimento auditivo em campo. Têm se tornado tema de investigação cada vez mais frequente, no entanto, várias espécies correm risco de desaparecer em um futuro próximo em decorrência da fragmentação e perda de seu hábitat natural, fazendo-se necessárias investigações para a aplicação de estratégias conservacionistas em favor de sua proteção e valorização. Este estudo teve como objetivo identificar e catalogar as espécies de aves que ocorrem em área particular no município de Miracatu, São Paulo, por meio de um levantamento preliminar qualitativo. A metodologia de escolha foi a busca ativa através em transecções com identificação por contato visual e pontos de escuta a cada 100 metros. Em 30 horas de esforço amostral, foram identificadas 77 espécies de aves, distribuídas em 38 famílias. Uma espécie encontrada está ameaçada de extinção na categoria vulnerável, segundo a lista vermelha da IUCN. Estudos de levantamento e monitoramento de avifauna na região do Vale do Ribeira são escassos, mas de grande importância para sua conservação. O número de espécies avistadas neste estudo ressalta a importância da proteção ambiental no município.


Livro Vem Passarinhar em Santos
Sandra Regina Pardini Pivelli   - dia 18 10h40 - Aud.4
Aves

Quer conhecer alguns dos meus amigos mais queridos? Deixe-me apresentar os Sanhaços e as Garças. O Bem-te-vi e seus parentes. O Beija-flor e o Quero-quero. Todos eles estão aqui e querem fazer parte da sua vida. Abra o livro... Permita que a leveza das Aves lhe guie por Santos, bela cidade para passarinhar. Vem!


Luluzinha no Clube do Bolinha: uma mulher nas tours de birding
Tatiana Pongiluppi Souza   - dia 18 15h00 - Aud.3
Aves, Turismo, Viagens, Vida ao ar livre, Trip report

A observação de aves é um hobby que congrega todos os tipos de pessoas, de todas as faixas etárias e pode ser praticada por qualquer pessoa. No entanto, quando olhamos para as pesquisas relacionadas ao tema podemos perceber rapidamente que existe uma grande diferença no gênero entre os praticantes. Ao redor do mundo a maioria dos participantes é do sexo masculino. Este fato se deve a diversos fatores e ainda são poucos os estudos que demonstram as principais causas. O objetivo desta palestra é apresentar a minha experiência enquanto uma mulher observadora de aves há mais de 15 anos, onde abordarei a minha vivência nesse meio masculino e o início da minha experiência em um papel de liderança dentro da atividade. Até poucos anos atrás poucas eram as mulheres que atuavam como guias de observação de aves e hoje podemos contar algumas utilizando os dedos das mãos. Quando falamos de grandes viagens, com mais de cinco dias e mais de 1000 km rodados, este número reduz bastante. Desta forma, nesta palestra serão compartilhados os desafios e principais experiências do meu primeiro ano atuando como guia de observação de aves em roteiros longos, que envolvem grandes distâncias dirigindo, muitos dias de viagem atrás de aves específicas e expedições a locais remotos. O primeiro trabalho não poderia ser mais desafiador: um roteiro de 35 dias pelo Nordeste e Sudeste do Brasil. Foram meses de preparação para elaborar o melhor itinerário de acordo com as espécies desejadas pelos clientes, para organizar toda a logística e preparar a operação da viagem. Foi a primeira tour que organizei e liderei sozinha, planejadas para um casal de ingleses que embarcaram nessa expedição de 35 dias pelo Brasil cruzando 7 estados brasileiros, em busca de 250 espécies. Viajamos pelas mais belas paisagens e por locais remotos utilizando todo o tempo e conhecimento que tínhamos para encontrar cada uma das 250 espécies desejadas. No final, percorremos 8000 km, vimos 545 espécies de aves e conseguimos encontrar 202 espécies que eram os principais alvos do casal. Apesar do medo e da insegurança que me acompanhavam no início da jornada, afinal, foi muita responsabilidade iniciar nesse novo mundo com uma pessoa que já viajou por mais de 70 países observando aves e que tinha a ornitologia como profissão. A viagem foi me mostrando outros olhares. Se fizermos o que gostamos, com comprometimento, conhecimento e determinação não há o que temer. E foi assim que terminei essa jornada, com aprendizado, com muitos caminhos percorridos, muitos momentos incríveis com as aves e com novos amigos.


Mamíferos do sul da Bahia
Marcelo Magioli - Ronaldo Gonçalves Morato   - dia 17 15h40 - Aud.1
Conservação, Ecologia, Mamíferos

Nesse trabalho monitoramos mamíferos de médio e grande porte na RPPN Estação Veracel (RPPNEV) e PARNA do Pau-Brasil (PNPB), localizadas no extremo sul da Bahia, utilizando armadilhamento fotográfico. Entre agosto e novembro de 2018, registramos 20 e 23 espécies na RPPNEV e PNPB, respectivamente, sendo cinco novos registros para RPPNEV e dez para o PNPB. Dentre as espécies registradas se destacam o gato-do-mato-pequeno, o gato-maracajá, o gato-mourisco, a onça-parda, a anta e o macaco-prego-de-crista, todas ameaçadas na Bahia e no Brasil.


Monitorando aves limícolas
Danielle Paludo   - dia 17 15h20 - Aud.4
Aves, Ciência cidadã, Conservação, Ecologia

Estamos conduzindo censos e marcação com bandeirolas azuis de aves limícolas para estudos e avaliação do status de conservação das aves e habitats em três Parques Nacionais: Cabo Orange (AP), Restinga de Jurubatiba (RJ) e Lagoa do Peixe (RS). Os maçaricos Calidris pusilla, C. alba e C. fuscicollis foram as espécies mais abundantes respectivamente e marcamos centenas de aves. A sua observação e o registro dos códigos das bandeirolas contribuirão com o monitoramento nos próximos anos.


MORTALIDADE DE AVES POR COLISÃO EM MANAUS -AM
ODETTE GONÇALVES DE ARAÚJO - MARIO COHN-HAFT   - dia 17 14h00 - Aud.4
Aves, Conservação, Fauna urbana, Vida ao ar livre

Os centros urbanos são uma ameaça para a avifauna, devido às colisões das aves em painéis de vidros de prédios. Objetivou-se identificar as espécies colididas em Manaus. Avaliou-se as bases de dados e a campo entre outubro/2015 a abril/2016. De 13 colisões, 77% foram da família Columbidae spp. pela adaptação ao meio urbano. A escassez da literatura na Amazonia, implica na necessidade de mais ações, uma vez que este tema é emblemático para a conservação das espécies aviárias.


MPB - Música Popular Borboleta
Amanda Pereira Duarte e Silva   - dia 19 15h25 - Aud.2
Arte e cultura, Borboletas

O enfoque da palestra é corrigir e exemplificar citações de Lepidoptera nas canções brasileiras, acrescentando curiosidades ao conhecimento popular.


Mudar para quê? Introdução ao mundo das mudas de penas.
Pedro Martins - Luiza Figueira Rodrigues, Observatório de Aves da Mantiqueira - Raquel Justo Santos, Observatório de Aves da Mantiqueira   - dia 18 10h00 - Aud.2
Aves, Divulgação científica, Ecologia

Grande parte do sucesso evolutivo das aves pode ser relacionado às suas penas. Vôo, insulação, impermeabilidade e atração sexual são algumas diversas funções desta estrutura. Por serem tecidos mortos e, portanto, irreparáveis, as penas devem ser completamente trocados com frequência, em processos chamados mudas. Nesta palestra vou apresentar o que são e o que sabemos sobre as mudas, tanto no mundo quanto no Brasil e como esse conhecimento é aplicado na ciência e pode tornar as passarinhadas muito mais interessantes.


Naturalistas no Brasil: 200 anos depois
Renato Muniz Barretto de Carvalho - Mara Santina Maciel de Oliveira   - dia 19 10h00 - Aud.2
Conservação, Divulgação científica, História

No século XIX, vários naturalistas vieram ao Brasil. Duzentos anos depois, é importante relembrar suas viagens, seus estudos e comparar o que mudou em relação aos dias atuais. Uma preocupação relevante que cerca o assunto refere-se à preservação do meio ambiente. O que se constata nos últimos anos é a intensidade da degradação, que compromete não só a observação da fauna e da flora, mas a própria vida. Conhecer os naturalistas pode nos ajudar na compreensão das questões socioambientais atuais.


Natureza de verdade
Ana Carol Thomé   - dia 17 16h00 - Aud.4
Crianças e Natureza

As oficinas para brincar com a natureza são ações do Ser Criança é Natural para fazer a relação entre criança e natureza acontecer em diferentes contextos, até mesmo onde o ambiente natural não é privilegiado. Nesses momentos as crianças entram em contato com elementos naturais, texturas, aromas, formas. Brincam, exploram e experimentam o mundo vivo. Crianças que pouco se relacionam com a natureza tiveram a oportunidade de se aproximar desses elementos e se sentirem provocadas a brincar com a natureza que existe ao redor de onde vivem.


O impacto do Avistar em MS na formação dos acadêmicos de turismo
Lucilene Oshiro - Maristela Benites, Instituto Mamede de Pesquisa Ambiental e Ecoturismo - Keylla Guiomar Resquim, UEMS/CG - Janaína Cavanha, UEMS/CG - Simone Mamede, Instituto Mamede de Pesquisa Ambiental e Ecoturismo -   - dia 19 10h20 - Aud.2
Aves, Ciência cidadã, Conservação, Turismo, Educação Ambiental

O Avistar Brasil é um dos mais importantes encontros de observadores de aves da América Latina e está em sua 14º edição em 2019. Enquanto edições regionais, Mato Grosso do Sul já realizou três AVISTARES sendo dois estaduais e um municipal na capital do estado, todos de grande relevância aos temas: educação, cultura, turismo e conservação da biodiversidade. O objetivo deste trabalho foi avaliar o impacto do Avistar em Mato Grosso do Sul na formação dos acadêmicos dos cursos de turismo existentes no estado. Para a realização da pesquisa foi elaborado um questionário digital semiestruturado, com aplicação online a acadêmicos e egressos dos cursos de turismo que participaram de alguma edição do Avistar no MS. Ao todo, 30 pessoas participaram da pesquisa, sendo 20 (67%) acadêmicos e 10 (33%) já formados em turismo. Nem todos os respondentes participaram de todas as edições do Avistar promovidas em Mato Grosso do Sul. A maioria (n= 22; 66,7%) participou exclusivamente do Avistar 2018 e somente 2 (6%) participaram de todas as edições. Contudo, ao se analisar a progressão de participação ao longo dos anos, em 2013 participaram 4 (13,3%); 2014, participaram 5 (15,1%); e 28 (93,3%) participaram da edição de 2018 e de outra(s). Houve participação de acadêmicos e egressos de todas as faculdades e universidades que oferecem ou já ofereceram curso de turismo em Campo Grande, totalizando seis instituições entre públicas e privadas. Possivelmente, o fomento para a cidade como a Capital do Turismo de Observação de Aves influenciou positivamente para o aumento do interesse de acadêmicos e profissionais turismólogos para a participação no Avistar CG 2018, assim como a divulgação no meio acadêmico por participantes de outras edições. A maioria dos informantes (n= 18; 60%) tiveram primeiro contato com um evento de observação de aves a partir das ações de divulgação da equipe organizadora, como palestras e passarinhadas, e outros através da internet, cursos, redes sociais, televisão e/ou por meio dos docentes das universidades. Segundo os participantes, o destaque do evento foi a abordagem interdisciplinar e o caráter holístico da observação de aves com ênfase não apenas ao turismo. Sobre as contribuições das edições do Avistar à formação acadêmica, as respostas colhidas foram: contato e conhecimento sobre o birdwatching como segmento turístico (n= 11; 36,7%), aprendizagem e conhecimento de forma geral (n= 7; 23,3%), conhecimento sobre as aves e a biodiversidade (n= 3; 10%), definição de tema de trabalho de conclusão de curso e aprimoramento da formação acadêmica (n= 2; 6,7%), ampliação de network (n= 2; 6,7%), percepção de interdisciplinaridade (n= 1; 3,3%); reconhecimento da biodiversidade como potencial para o turismo em Mato Grosso do Sul (n= 1; 3,3%). Sobre a importância para a cidadania, foram destaques a conscientização e sensibilização sobre a natureza, nova perspectiva sobre o turismo e a cidade, e a oportunidade de experiências fora da universidade. A observação de aves vem despertando interesse entre acadêmicos de turismo no estado, constatando-se pela crescente participação deste público em eventos e atividades relacionadas ao tema, além da produção acadêmica correlacionada. O Avistar representa agenda de encontros e discussão não somente sobre a observação de aves, mas pode direcionar e fortalecer a formação acadêmica e atuação profissional nos diversos segmentos, como: pesquisa científica, turismo de observação de aves e de vida selvagem, eventos, educação, lazer, entretenimento e ciência cidadã.


O projeto de um jovem ornitólogo
Estevão F. Santos   - dia 18 14h00 - Aud.2
Aves, Ciência cidadã, Conservação, Divulgação científica, Ecologia, Ilustração, Educação Ambiental

Nesta apresentação pretendo apresentar ao público meu projeto acerca da avifauna de Goiás, tão pouco inventariada, conhecida e maltratada. O projeto, iniciado em 2016, não conta com apoio de instituições, sendo totalmente autônomo. Como principal objetivo tenho como a divulgação científica para a comunidade, mesclada à um trabalho acadêmico de grande porte.


O que eu preciso para receber o observador de aves
Maria Antonietta Castro Pivatto   - dia 18 14h40 - Aud.3
Conservação, Cuidados em campo, Fotografia, Turismo, Vida ao ar livre

Informações básicas sobre o que é necessário para um empreendimento receber observadores de aves, como infraestrutura, hospedagem, traslado, guia especialista, seguro, e outros itens.


O que se aprende ao ar livre
Fernanda Costa   - dia 17 16h00 - Aud.4
Aves, Arte e cultura, Borboletas, Conservação, Crianças e Natureza, Ecologia, Fotografia, Vida ao ar livre, Educação Ambiental

... que a importância de uma coisa não se mede com fita métrica nem com balanças nem barômetros etc. Que a importância de uma coisa há que ser medida pelo encantamento que a coisa produza em nós. Esse trecho da poesia de Manoel de Barros retrata um pouco do que meninas e meninos encontram no quintal da Stagium. Para eles um lugar encantado, repleto de possibilidades que proporcionam a essas crianças potentes, momentos de busca, aprendizado... momentos de infância. A terra, a grama, as formigas, os passarinhos, o sol, a chuva... imaginação, muita imaginação... momentos registrados em CEMsações do nosso quintal.


OBS DE AVES NO MESMO LUGAR AINDA ATRAI DEPOIS DE UMA DÉCADA?
Roséli Azi Nascimento - João Batista Cardozo   - dia 18 14h20 - Aud.3
Turismo, Vida ao ar livre

A Observação de Aves no RS começou há bem mais de uma década! Enquanto em 1946 os brasileiros estavam muito ocupados em conhecer e desbravar o país, em ocupar territórios desconhecidos e explorar os recursos naturais, um birdwatcher norte-americano, chamado William Belton, era enviado a Porto Alegre como cônsul do seu país. Belton trabalhou no consulado norte-americano em Porto Alegre até 1948 e nestes três anos se deu conta do enorme potencial que havia para a atividade de observação de aves no Brasil. Em 1970, já aposentado, escolheu Gramado como seu lugar de residência e de lá partiu, em inúmeras expedições, para os mais diversos rincões do estado do Rio Grande do Sul. Em 1972 ministrou o primeiro curso de extensão na Unisinos, que foi repetido em 1974 por um de seus discípulos, o biólogo Flávio Silva, auxiliado por Walter A. Voss. Ao final desse segundo curso, com os participantes acampados às margens do Rio Caí, na fazenda Chaleira Preta (hoje Polo Petroquímico de Triunfo), surgiu a ideia de fundar um Clube de Observadores de Aves. Então no dia 11 de novembro de 1974, foi fundado o primeiro COA – Clube de Observadores de Aves do Brasil. Walter A. Voss foi um dos presentes naquele momento, sendo um dos fundadores do COA. A partir daí se espalhou a observação de aves no Estado, chegou a região do Parque Nacional da Lagoa do Peixe e também a Operadora de Ecoturismo Lagoas Expedições, em Tavares/RS! Entre 2007 e 2008 iniciaram-se estas atividades na cidade. O tempo foi passando, a cidade, os moradores, empreendedores, estudantes, enfim a comunidade foi se envolvendo na Observação e permanece até os dias atuais. Vamos conhecer melhor esta história? A partir de 2009 se fortaleceu o ‘produto turístico’ da Observação de Aves através do ROTEIRO DA LAGOA DO PEIXE, em parceria com o SEBRAE/RS. Muitos visitantes começaram a conhecer as atividades desenvolvidas pela Operadora de Ecoturismo Lagoas Expedições. Mas ao longo do tempo foi necessário se reinventar para continuar no mercado turístico, desenvolvendo ações que continuassem a atrair os birders de diversas regiões do Brasil e de fora dele. Foi aí que a vontade de que os visitantes continuassem interessados no birdwatching falou mais alto e fez com que começasse a oferecer outras atividades associadas a essa ação principal, chegando a situação atual de associação aos municípios vizinhos com um produto intitulado ROTA DOS PATRIMÔNIOS – 100% NATUREZA, focando na Observação de Vida Silvestre – Observação de Vida ao Ar Livre e assim conquistando mais observadores de natureza, consequentemente, de AVES! Este novo produto foi desenvolvido em conjunto com os municípios de São José do Norte e Rio Grande, envolvendo 04 Unidades de Conservação, sendo Parque Nacional da Lagoa do Peixe, Refúgio de Vida Silvestre de Lobos e Leões Marinhos do Molhe Leste, Área de Proteção Ambiental dos Botos do Estuário da Lagoa dos Patos e Estação Ecológica do Taim. Assim, hoje este importante destino brasileiro tornou-se ampliado em Tavares, municípios vizinhos do RS, seguindo em direção ao Uruguai e Argentina.


Observação de aves - ciência, educação e conservação
Luiza - Pedro Martins, Observatório de Aves da Mantiqueira - Raquel Justo, Observatório de Aves da Mantiqueira -   - dia 18 14h40 - Aud.2
Aves, Ciência cidadã, Conservação, Crianças e Natureza, Divulgação científica, Educação Ambiental

Aves estão presentes na nossa arte, estudos, lazer, quintais e até mesmos nas nossas grandes cidades. Em sua onipresença, as aves são peças chaves na conexão entre ciência, educação e conservação. Nesta palestra vamos falar sobre como podemos (e devemos) usar as aves para promover melhor comunicação entre ciência e comunidade geral, e como essa boa comunicação é essencial para o sucesso da conservação da biodiversidade.


Observação de Aves e Conservação em Lidíce/RJ.
Marco Silva - André Menini, Observatório de Aves Instituto Butantan   - dia 19 14h00 - Aud.1
Aves, Ciência cidadã, Conservação, Fotografia, Turismo, Viagens, Vida ao ar livre, Trip report, Educação Ambiental

Lidíce, localizada entre Paraty e Itatiaia, duas importantes áreas para a observação de aves no Brasil, comvariação altitudinal de 400m a 1500m, possui aves típicas da baixada e da matas de altitudes. A The Nature Conservancy atua na região remunerando os produtores rurais que mantém suas matas para conservar as águas da bacia do rio Guandu. Enfrenta o desafio de unir sustentabilidade com desenvolvimento apostando na observação de aves como alternativa de renda para as comunidades locais.


Observar aves faz bem para a saúde?
Victor Rodrigues Antonelli - Vivian Scalon Peres - Eliseth Ribeiro Leão - Karina Pavão Patrício   - dia 19 11h20 - Aud.2
Aves, Divulgação científica

Estudos têm apontado benefícios da conexão com a natureza para a saúde humana, como diminuição da pressão arterial em hipertensos, melhor resposta do sistema imune, além de atenuar emoções negativas como ansiedade e depressão, promovendo o bem estar. Indivíduos mais conectados à natureza tendem a se sentir afetivamente mais positivos, com mais vitalidade e melhor satisfação com a vida quando em comparação aqueles menos conectados ao meio ambiente. Uma das ferramentas que articula o contato entre natureza e o ser humano é a observação de aves ou birdwatching (BW). Desta forma, elaborou-se esta pesquisa a fim de caracterizar os observadores de aves frequentadores do AVISTAR e investigar como é a pontuação destes nas escalas de Conexão com Natureza (ECN), felicidade (PHI), consciência e atenção plenas (MAAS) e Sofrimento Mental (SRQ 20). Para tanto, foi elaborado e divulgado durante o Avistar 2018, um questionário on-line com QRcode contendo perguntas sociodemográficas e de caracterização dos observadores, além das escalas escolhidas que já são validas para o Brasil. No total 511 observadores responderam os questionários. A idade média foi de 42 anos, variando de 18 a 77 anos, sendo 63% sexo masculino, casados (50%) ou solteiros (35%), a maioria proveniente da região Sudeste 65% (SP – 42%, Minas e RJ 9%, ES – 5%). Pode-se observar que 35% praticava BW há mais de 10 anos, sendo influenciados diretamente pelo contato com as aves (38,9%) ou inatos aos seus estímulos fascinantes (31,9%). Acabam observando mais no seu próprio município (64%) e pela região (63%), com observação das aves no cotidiano (38,6%) e dedicam mais de 10h a observação de aves (48,3%). O número de espécies observadas ou registradas pelos participantes foi maior que 300 (40%), ainda que boa parte dos dados se divida naqueles que identificam entre 20-100 espécies (35,2%) e mais de 300 (34,1%). Binoculo (50,7%) e câmera fotográfica (59,3%) estão entre os equipamentos mais utilizados, contudo não se mostraram fatores limitantes para a pratica. E quase todos, 94%, disseram que percebem benefícios em sua saúde. A mediana das escalas foi: 63 (ECN); 4,13 (MAAS); 3 (SQR20); 7,98 (PHI), todos alcançando pontuação elevada quando comparado com a literatura que investigou isto em outros grupos de indivíduos, não BW. Este estudo inovador e inédito com observadores de aves está mostrando resultados interesses e promissores nesta fase descritiva. Agora será necessário uma análise estatística mais complexa a fim de investigar possíveis associações entre intensidade de observação e os dados e escalas aplicadas.


Os Bandos mistos de aves como estratégia nas Yungas da Argentina
Giselle Mangini - Facundo Gandoy   - dia 18 14h00 - Aud.1
Aves, Ecologia

Os grupos de forrageamento interespecíficos de aves, os bandos mistos, são um fenómeno amplamente distribuído. As espécies que compõem os bandos mistos têm diferentes requisitos ecológicos, elas decidem formar um bando misto e forrageiam em conjunto a través da floresta. Desta forma, surgem as perguntas: Porque diferentes espécies de aves decidem formar bandos mistos? Estas espécies obtêm benefícios que superam os custos da formação dos bandos? Para responder a estas questões durante três anos, foram estudadadas a sazonalidade dos bandos mistos, a resposta às variáveis climáticas, a resposta à disponibilidade de alimentos e, finalmente, se os participantes obtiveram beneficios nas Yungas Australes da Argentina. Nós encontramos que os bandos mistos nas Yungas do norte da Argentina têm um padrão de formação intermédio entre os bandos anuais da Amazônia e os bandos completamente sazonais das florestas temperadas. Além disso, descobrimos que os bandos mistos respondem à diminuição da temperatura a curto prazo e que se formam quando o alimento é mais dificil de encontrar. Finalmente, descobrimos que as aves que formam bandos mistos têm uma maior eficiência de forrageamento em comparação com a forragem isolada. Ainda há muitas perguntas a serem respondidas, mas mais pesquisa é a maneira de respondê-las.


Os problemas que as aves enfrentam na Cidade de São Paulo
Leticia Bolian Zimback   - dia 17 16h00 - Aud.3
Aves, Fauna urbana

A Cidade de São Paulo é a cidade mais populosa do continente Americano, sendo o maior centro financeiro da América Latina. Apesar disso, a cidade de São Paulo comporta uma grande diversidade de espécies da fauna silvestre. Considerando somente as aves, foram registradas 464 espécies (SÃO PAULO (CIDADE), 2018) no município, correspondendo a quase 60% e 25% das espécies encontradas no Estado e no Brasil, respectivamente. Viver em uma grande metrópole faz com que as aves enfrentem desafios todos os dias, sendo o principal deles, os impactos causados pelo avanço da urbanização. Todos os anos, aproximadamente 6500 aves são recebidas pela Prefeitura de São Paulo, vítimas de atropelamentos, eletrocussões, predação por animais domésticos, colisão com vidros, interações com resíduos sólidos e oriundas do tráfico ilegal. O principal objetivo da palestra é mostrar dados que comprovam os problemas que as aves enfrentam na Cidade de São Paulo, além de propor caminhos e soluções para tornar o ecossistema urbano mais amigável para nossa vizinhas aladas.


Os sinais escusos dos bacuraus
Thiago Vernaschi   - dia 18 11h00 - Aud.2
Aves, Conservação, Divulgação científica, Taxonomia

Os bacuraus são aves noturnas caracterizadas principalmente por sua plumagem críptica e uma extraordinária camuflagem em seu hábitat natural, a qual representa sua forma primária de defesa. Paralelamente a esses padrões de plumagem, os bacuraus evoluíram marcas e sinais conspícuos escusos na plumagem e que são apresentados em contextos comportamentais específicos, em um interessante balanço entre não ser visto na maioria das situações e ser visto em outros contextos específicos. Nesse trabalho irei apresentar como são esses sinais nas diferentes espécies de bacuraus brasileiros.


Paisagens Acústicas Terrestres
Linlson Padovese   - dia 19 14h20 - Aud.3
Aves, Ciência cidadã, Conservação, Divulgação científica, Ecologia, Tecnologia

São apresentados os projetos de pesquisa na área de Acústica e Meio Ambiente terrestre, em desenvolvimento no Laboratório de Acústica e Meio Ambiente (LACMAM) da USP. Entre outros: índices acústicos para avaliação de recuperação florestal, detectores automáticos de espécies de aves ameaçadas, monitoramentos de longa duração. Também são apresentas tecnologias desenvolvidas pelo LACMAM, tanto em termos de equipamentos de monitoramento quanto em termos de software de análises: análise espectral, estatística e Inteligência Artificial. Oportunidades de colaboração aberta à sociedade serão comentadas. São apresentados projetos de pesquisa na área de Acústica Submarina, em desenvolvimento no Laboratório de Acústica e Meio Ambiente (LACMAM) da USP. Dentre outros: paisagens acústicas de longa duração do litoral de São Paulo, descrição dos principais eventos biológicos tais como coros de peixe, cetáceos e crustáceos, monitoramento de migração de baleias jubartes na região de Ilheus. Também são apresentas tecnologias desenvolvidas pelo LACMAM, tanto em termos de equipamentos de monitoramento quanto em termos de software de análises: análise espectral, estatística e Inteligência Artificial. Oportunidades de colaboração aberta à sociedade serão comentadas.


Passarinhar e os grandes encontros
Fabíola Guadix   - dia 19 12h00 - Aud.2
Aves, Crianças e Natureza, Fotografia, Vida ao ar livre, Educação Ambiental

Num momento de transição desafiador, passarinhar entrou com tudo na minha vida, me reconectando com a imersão na natureza e comigo mesma. Para mim, fotografar cada ave é um encontro especial. O encontro inesperado com um gavião-pato me fez perceber o quão sagrados são esses momentos, me fazendo ter certeza de que é exatamente isso que quero fazer agora. A foto e o relato saíram no Terra da Gente, e me mostraram que estou conseguindo levar para as pessoas o maravilhamento que sinto com cada um desses bichos incríveis.


Passarinhar é para todos: o aplicativo Bem-te-ouvi para práticas de observação de aves com deficientes visuais
Bianca Costa Ribeiro - Daniel Davoli, Graduação em Ciências da Computação - Bacharelado, Universidade Federal de São Carlos – campus Sorocaba/SP - Augusto João Piratelli, Departamento de Ciências Ambientais, CCTS, Universidade Federal de São Carlos – campus Sorocaba/SP - Teresa Cristina Leança S. Alves, Departamento de Ciências Humanas e Biológicas, Universidade Federal de São Carlos – campus Sorocaba/SP   - dia 19 15h00 - Aud.3
Aves, Ciência cidadã, Conservação, Tecnologia, Vida ao ar livre, Educação Ambiental

Com o aumento do interesse na observação de aves no Brasil, torna-se fundamental fazer uso de ferramentas que permitam a participação do maior número de pessoas possível a prática, sejam elas com objetivo científico, de lazer ou de ensino. A inclusão é um direito de todos, e portanto pessoas com deficiência visual devem ser inclusas nas práticas de observação de aves. Objetivamos promover passarinhadas inclusivas, para tanto optou-se pela utilização de um Web App de guia de vocalização de aves urbanas de São Paulo, que pode ser usado junto a recursos de tecnologia assistiva – como os leitores de tela do celular - por pessoas cegas ou com baixa visão. O Web App nomeado Bem-te-ouvi foi desenvolvido considerando todas as boas práticas de acessibilidade web. Posteriormente sua acessibilidade foi testada e aprovada por oito pessoas cegas e de baixa visão, além de pessoas sem deficiência visual. Após os testes do aplicativo, realizamos uma atividade de observações de aves e educação ambiental inclusiva, com dois adultos com deficiência visual e cinco pessoas sem deficiência visual que utilizaram o Bem-te-ouvi para identificar as espécies. Durante a passarinhada, utilizamos aves taxidermizadas a fim de instigar o tato dos alunos, para discutirmos sobre a biologia e dieta das espécies de aves mais comuns no meio urbano. Concluímos que o uso da tecnologia junto a práticas sensoriais, em atividades de observação de aves e educação ambiental, garantem melhores condições para uma educação ambiental inclusiva e de qualidade que possibilita a participação de pessoas com deficiência visual.


Passarinhos e outras Aves do Campus
Estela S. Rossetto (IFSP-Sertãozinho docente) - Sara Marcelino S. de Almeida, (USP graduanda)   - dia 17 15h40 - Aud.2
Aves, Ciência cidadã, Crianças e Natureza, Divulgação científica, Fauna urbana, Fotografia, Vida ao ar livre, Educação Ambiental

Este é um livro gratuito e disponível em pdf sobre as 68 espécies de aves registradas no IFSP-Sertãozinho em 2018. É destinado a pessoas de qualquer idade que queiram conhecer as aves locais, servindo como cartilha para observação. Contém fotografias e informações sobre todas as aves e dicas para observação. Foi escrito para rápida consulta e fácil leitura, onde as informações são apresentadas de forma atraente e agradável. ROSSETTO, Estela S.; ALMEIDA, Sara Marcelino S de. 2019. 74 p.


Phorusrhacídeos, as aves do terror
Thiago Vernaschi   - dia 17 14h20 - Aud.3
Aves, Conservação, Divulgação científica, Museologia, Taxonomia

Os Phorusrhacídeos, conhecidos popularmente como aves do terror, são um grupo de aves gigantes que viveu entre 62 e 2 milhões de anos atrás no continente americano. Eram animais predadores e exímios corredores, com algumas espécies podendo chegar a três metros de altura e atingir até 50 km/h. Essas aves extraordinárias figuravam entre os maiores predadores de sua época, e as hipóteses sobre as causas da sua extinção estão relacionadas à competição com outros mamíferos carnívoros e com a expansão da espécie humana no continente.


Piedade - entre matas, caquis e aves
Marcio de Camargo Rosa   - dia 18 11h20 - Aud.4
Aves, Fauna urbana, Turismo

A apresentação abordará a diversidade de espécies encontradas no município e os locais mais propícios à prática do birdwatching, como áreas agrícolas e propriedades que estão investindo no ecoturismo.


PLANTANDO NATIVAS...O RETORNO DA AVIFAUNA
Peter Mix-Apoena - Sao Paulo   - dia 19 10h20 - Aud.1
Conservação

- A taxa de destruição (extinction rate) da nossa biodiversidade é a maior da nossa história . E.O. Wilson - Fator crucial para o declínio de espécies é a perda de habitat. - Recuperação de habitat com espécies nativas é ferramenta eficaz para estancar a sangria. - Há urgência de ação, mas a falta de disposição cidadã para colocar a mão na massa tem sido o grande obstáculo para ação efetiva...mas PLANTAR É PRECISO! - No extremo oeste paulista a ONG Apoena, associação em defesa do Rio Paraná, afluentes e matas ciliares, há 30 anos está focada no reflorestamento com espécies nativas. - Resultados e sucessos : mais de um milhão de árvores plantadas! Envolvimento de comunidades locais via conscientização e educação ambiental. Retôrno gradual de avifauna (e.o.). Documentação fotográfica pertinente. - Dificuldades e agruras: persistência de plantas invasoras (capím braquiária e.o.), secas prolongadas, formigas, lebre européia. Incêndios criminosos (grileiros). Falta de ação cabal das autoridades para proteger o que é público. - Conclusão: a recuperação de habitat para a fauna silvestre é necessária e possível. A devida ação há de ser urgentemente nosso imperativo ético e prático no.1 !!! ========================================= #tags: Aves/Conservação/Ecologia/Fotografia/Educação Ambiental


Polinizadores
Paulina Aparecida Arce   - dia 19 15h40 - Aud.2
Borboletas, Ciência cidadã, Conservação, Crianças e Natureza, Divulgação científica, Fauna urbana, Educação Ambiental

A questão dos polinizadores e a queda de sua população é muito veiculada na mídia, porém, percebemos que parte da população não entende o tema. Como chegar ao grande público para fomentar o interesse por políticas públicas que protejam a comunidade de polinizadores? Uma das propostas é fazer educação ambiental comr informações de qualidade e atividades com temas que englobam a dimensão econômica e política.


Prevenção de acidentes ofídicos
Julia Mayumi   - dia 19 15h55 - Aud.1
Herpetologia


Projeto Aves de Jaguariaíva
Harisson Luiz   - dia 19 15h00 - Aud.1
Aves, Ciência cidadã, Conservação, Crianças e Natureza, Turismo, Educação Ambiental

O Projeto começou com a percepção de que em Jaguariaíva, assim como em quase todo o território nacional, está acontecendo extinções locais. Além disso, o município ainda desconhecido pelos passarinheiros, tem um potencial enorme para a prática do Birdwatching. O Pesquisador está fazendo uma busca minuciosa na região para catalogar as espécies ocorrentes ali, e pretende escrever o livro aves de Jaguariaíva Com patrocínios e também com verba própria o projeto leva palestras de Ed. ambiental gratuitamente para as escolas e promove passarinhadas com moradores locais. Além disso já estamos no processo legal da criação de 3 RPPN's, motivadas por este trabalho.


Projeto aves do campus UFMG
Lodi M.P., UFMG - Martins N.R.S., UFMG - Costa C.S., UFMG -   - dia 17 16h00 - Aud.4
Aves, Conservação, Divulgação científica, Ecologia, Fauna urbana, Fotografia, Vida ao ar livre, Educação Ambiental

Projeto aves do campus UFMG Lodi M.P; Costa C. S; Martins N.R.S. Colaboradores: Manduca C. S; Ferreira F. F; Coelho H. G; Zucherato M.; Carvalho M. P.N; Rodrigues M.; Siqueira P. R; Tunes P. H; Stheling T. L; Vilela D. A. R. As aves estão entre os vertebrados mais diversos, e presentes em todas as regiões do planeta, da Antartida ao Kalahari, em altas e baixas altitudes, embora mais diversificadas nos habitats das regiões equatoriais e tropicais. Nas areas antropizadas, das cidades, regiões agricolas, etc., representam o grupo animal mais fácilmente avistado, juntamente com os insetos. No mundo, são cerca de 10 mil espécies descritas, e o Brasil guarda um quinto desse total: quase 2 mil espécies foram catalogadas no país. No estado de Minas Gerais, podem ser observadas aves comuns nos biomas de mata atlântica e cerrado, além de muitas espécies migratórias do pantanal e de outras regiões do continente. Propõe-se a confecção de um guia de campo para observadores de aves, principalmente os iniciantes, que contenha imagens e informações biológicas sobre as espécies, aliando o hobby da observação à educação ambiental. Objetiva-se contribuir para o despertar do interesse e a concientização quanto à importância da preservação dos ambientes naturais e das aves em especial. O projeto se estenderá por todo o ano de 2019, com a catalogação e registro fotográfico das aves avistadas no campus Pampulha da Universidade Federal de Minas Gerais. Com a identificação das espécies, a etapa de edição subsequente reunirá a informação de forma a facilitar a localização dos animais, fornecendo dados como: a localização geográfica onde foram avistadas, informações morfológicas, das cores, sexo e hábitos.


Quem Ama Deixa Voar
Instituto Alouatta - Treviso   - dia 18 10h20 - Aud.4
Aves, Ciência cidadã, Conservação, Crianças e Natureza, Vida ao ar livre, Educação Ambiental

A região sul do Estado de Santa Catarina, infelizmente, ainda possui uma cultura muito forte de caça de gaiola, principalmente com o intuito de comercialização. Atividade ilegal e altamente agressiva ao meio ambiente. Graças ao trabalho da Polícia Militar Ambiental, muitas destas aves voltam ao seu habitat. O que resta são as gaiolas vazias que, na sua maioria, acabam sendo destruídas para evitar voltar a serem utilizadas. O objetivo do programa é transformar as gaiolas, frutos de apreensões, em objetos de decoração ou para outros fins, que não seja o de aprisionar aves ou qualquer outro animal. As gaiolas foram customizadas pelas crianças do Grupo Escoteiro Leão Baio e doadas para o comércio local, como objeto de decoração e de educação ambiental. O trabalho foi realizado de julho a novembro de 2018 e tem sua segunda parte já iniciada em 2019.


Reconhecendo a avifauna paulistana
Luiz Fernando de Andrade Figueiredo   - dia 18 10h00 - Aud.1
Aves

Resgate do histórico do reconhecimento da avifauna do município de São Paulo, desde os primeiros naturalistas viajantes, que coletavam espécimes para museus, até os atuais observadores de fotógrafos de aves, que hoje são chamados de cidadãos cientistas pela contribuição científica que dão com sua atividade, muitas vezes despretensiosa.


Redescoberta de um fantasma no Cerrado Metropolitano de São Paulo
André Menini - Matheus de Moraes dos Santos   - dia 19 14h35 - Aud.2
Aves, Ciência cidadã, Conservação, Crianças e Natureza, Cuidados em campo, Fauna urbana, História, Turismo, Trip report, Educação Ambiental

Situado entre as cidades de Franco da Rocha e Caieiras, região metropolitana de São Paulo, o Parque Estadual Juquery é um importante remanescente do Cerrado e também de uma grande área de Mata Atlântica. Há presença de animais de ambos os ecossistemas dentro da unidade de conservação, sendo muitos, ameaçados em algum nível. Apesar desta grande riqueza, o parque não é um destino muito explorado pelo birdwatching. O objetivo da palestra é divulgar e relatar a descoberta de uma ave criticamente ameaçada no PE e incentivar a visitação e prática birding consciente em sua área.


Redescobrindo a sensibilidade no olhar do educador
Ana Carol Thomé - Fabrícia Silva - Daniele Monique - Maura Albergaria Petrachini - Jaqueline Otone - Eluana Goulart   - dia 17 16h00 - Aud.4
Crianças e Natureza

Desde 2018 o Grupo de Estudos e Vivências Educação, Infância e Natureza, coordenado por Ana Carol Thomé, se propõe a estudar e viver a temática que lhe nomeia. Em meio a estudos teóricos e encontros para viver a natureza e sentir as leituras no corpo. Reflexões importantes sobre o respeito a natureza e a infância foram constantes. Ao longo do ano foi notável a transformação das participantes, que sensibilizaram a percepção do tempo, o olhar para a natureza.


Reflorestamento com foco na atração de Aves
Samuel Cortez Domingues   - dia 19 10h40 - Aud.1
Aves, Botânica, Ecologia

Principais metodologias utilizadas no reflorestamento no domínio Mata Altântica, com foco na atração de fauna.


Será que as borboletas engordam?
Leonardo Murari - Erika Hingst-zaher - Carlos Candia-Gallardo -   - dia 19 15h30 - Aud.2
Borboletas, Divulgação científica, Fauna urbana, Educação Ambiental

Nas épocas frias, se estão em diapausa, elas teriam um aumento dos lipídeos. Comparando com a época de calor, elas teriam menos lipídeos do que as de inverno. O objetivo desse projeto é comparar a taxa de lipídeos dos indivíduos entre o verão e inverno.


Serra do Apiaú (RR) revista
Mario Cohn-Haft - Arthur Monteiro Gomes, UNESP (Rio Claro)   - dia 17 14h00 - Aud.2
Aves

A Serra do Apiaú possui destaque entre os potenciais destinos de observação de aves, por abrigar uma fauna e flora rara e típica dos ambientes de tepuis. Ao mesmo tempo é mais acessível se comparada às serras adjacentes, como a famosa Serra da Mocidade. O local também foi cenário para o mais novo registro de ocorrência para o Brasil, tornando-o mais favorável ainda para a observação de aves. Por isto, este é o local ideal para registrar espécies raras ou pouco conhecidas em território nacional.


Territorialidade em Antilophia galeata
Lia Nahomi Kajiki   - dia 18 10h20 - Aud.2
Aves, Ecologia

O Soldadinho é membro da Família Pipridae, conhecidos como tangarás. Essas aves são famosas pela ornamentação, como plumagem exuberante, mas principalmente pelas danças extravagantes de cortejo. Para essas aves, a dança é um elemento essencial no jogo da atração. O Soldadinho, contudo, parece ter abandonado a dança. Por quê? Algumas evidências indicam que as danças cooperativas deram lugar a defesa de território, um comportamento não observado nos tangarás. Aqui mostrarei resultados preliminares de um experimento de indução de defesa de território conduzido com uma população monitorada desde 2017.


Turismo, avistamento em UCs
Mauro Castex   - dia 17 15h00 - Aud.1
Aves, Ciência cidadã, Conservação, Fotografia, Turismo, Vida ao ar livre, Educação Ambiental

Apresentação do passaporte aves e das atividades em Unidades de Conservação (UCs).


Um livro com 19 Histórias sobre aves
Marcus Paredes   - dia 19 11h00 - Aud.2
Arte e cultura

Aves a Confabular é uma coleção com 19 histórias sobre as aves brasileiras. São paráfrases de fábulas, lendas indígenas, contos populares e algumas histórias inéditas. O livro é todo ilustrado no estilo cordel, valorizando ainda mais a cultura brasileira. O autor Marcus Vinicius Falcão Paredes é mestre em ecologia e educador ambiental, que gosta de fotografar, passarinhar, desenhar, escrever, contar histórias... As histórias do livro são para todos de todas as idades, em especial para os amantes das aves. Além disso, a contação de histórias é uma excelente ferramenta de educação ambiental.


Uma nova opção de roteiro de observação de aves e gastronomia na Colômbia, Peru e Argentina.
Fred Crema   - dia 18 14h00 - Aud.3
Aves, Arte e cultura, Baleias, Borboletas, Fotografia, História, Turismo, Viagens, Vida ao ar livre, Trip report

Argentina, degustar dos sabores Porteños, tomar vinho , ver aves e claro um tango se aguentar. Peru com historia, gastronomia e muita natureza com grandes possibilidades de Lifers. Colombia com direito a salça, sampojos, luladas e uma biodiversidade de cair o queicho com direito a aves e baleias. Um relato desta passarinhadas pelos Andes de 0 a 5000 metros de altitude com 200 possibilidades de endemismos.


Uso de plataformas tecnológicas como apoio às passarinhadas
Silvia - São Paulo   - dia 18 16h20 - Aud.2
Aves, Fotografia, Tecnologia

Objetivo - falar do uso prático do Wikiaves, e-Bird, Xeno-Canto, Merlin, HBW como apoio às passarinhadas os 40 minutos é por causa da homenagem surpresa no final


Várzea de Mamirauá e sua avifauna
Pedro Meloni Nassar   - dia 18 14h40 - Aud.1
Aves, Ecologia, Turismo

A Reserva Mamirauá é a maior área protegida de várzea do mundo. Esse ambiente representa apenas 3% do total da Amazônia e possui ambientes muito ricos para a avifauna. Restingas, chavascais e ilhas fluviais propiciam grande diversidade de aves dificilmente encontrada em outros locais. A mudança do nível dos rios também torna a Reserva Mamirauá única. Na seca surgem as praias fluviais, começando o festival das aves piscívoras; na cheia, abundam os frutos, beneficiando as espécies frugívoras.


Venenos de serpentes
José Antonio Portes Junior   - dia 19 15h40 - Aud.1
Divulgação científica, Ecologia, Herpetologia


Vivendo o tempo de Ser cada um deles
Anne Almeida   - dia 19 15h00 - Aud.4
Aves, Arte e cultura, Conservação, Crianças e Natureza, Ecologia, Fotografia, História, Ilustração, Educação Ambiental

O Tempo que ficam na Escola Stagium trouxe às crianças de 2 anos conversas, palavras, gestos, músicas, imagens, histórias, infâncias. Uma revoada de saberes espalhando cores, cheiros, sons. O intercambio entre propostas de expressão oral e escrita, desenhos, pinturas, gestos, movimentos, acontecem naturalmente e em harmonia com o Tempo.


Cia de Brassagem Brasil
Danielle Mingatos   - dia 17 16h20 - Aud.4
Aves, Arte e cultura, Conservação

A Cia de Brassagem Brasil é uma cervejaria artesanal com dois anos de existência e muitas histórias para contar. A principal delas vai além da produção de excelentes cervejas: seus rótulos trazem estampados animais em extinção da fauna brasileira. Cada rótulo está associado a um projeto ou instituto parceiro, que cuida da preservação ambiental desse animal, e parte da venda das cervejas é repassada para tais. Essa iniciativa tem sido um diferencial no meio cervejeiro e reconhecida na Brasil Brau, com o prêmio de Responsabilidade Social.